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terça-feira, 1 de setembro de 2020

Qual a relação entre endometriose e exercício físico?

 

Confira uma entrevista com Renata Carlini, educadora física e portadora de endometriose




De acordo com o Ministério da Saúde, a endometriose é "uma doença crônica provocada pela migração do tecido que reveste a cavidade uterina, o endométrio, para outras partes do corpo, principalmente para o abdome, além de ovário, ligamentos uterinos, bexiga e intestino.” Uma em cada dez mulheres brasileiras têm a doença.


Após o diagnóstico, algumas opções de tratamento são medicamentos que suspendem a menstruação ou que reduzem as dores, além de cirurgias. Outra recomendação dos especialistas é manter uma alimentação saudável e praticar exercícios, o que pode ajudar no controle da dor. Mas até que ponto a atividade física influencia no tratamento da endometriose?


Para discutir o assunto e celebrar o Dia do Educador Físico, comemorado hoje (01/09), conversamos com a educadora física e portadora de endometriose Renata Carlini (37). Confira a entrevista:



AMO Acalentar: Renata, qual a sua história com a endometriose?

Renata Carlini: hoje está controlada, no nível 1, então eu não sofro nada. Mas eu já cheguei no nível 4, segundo o meu médico. Meu ciclo menstrual sempre foi normal, zero cólica. Quando eu estava com 25 ou 26 anos, eu comecei a ter muita cólica. E não era normal: a cada ciclo menstrual aumentava. E aí eu comecei a investigar: comecei a marcar ginecologistas, fazer exames e nunca dava nada. Demorou mais de um ano para eu descobrir o que eu realmente tinha e neste tempo a coisa foi se agravando. 


Eu cheguei a fazer uma cirurgia com um ginecologista que me examinou, por videolaparoscopia, e não fez muita coisa, porque continuaram as dores. Aí eu fiz uma cirurgia com outro médico que deu uma melhorada, mas as dores continuavam. Então eu comecei a tomar pílula direto para que eu não menstruasse. Melhorou, mas depois de um certo tempo… 


Então, eu descobri um médico, por uma amiga, especialista em endometriose. Ele começou a fazer vários exames e diagnosticou, pela ressonância magnética, que eu já estava em um nível bem avançado da endometriose. Ele falou: “Renata, pelo que a gente vê aqui no exame, a coisa tá bem feia e vamos precisar operar, fazer uma boa raspagem”. Resumo da obra: em 2015, eu fiz uma grande cirurgia, uma boa “limpeza”. Foram retirados 12 cm do meu intestino, porque estava completamente comprometido. Hoje eu faço uso de um remédio específico para endometriose, que não é uma pílula anticoncepcional. Eu não menstruo e, desde então, eu estou ótima. Eu não sinto dores, não sinto absolutamente nada. Minha vida é outra.  


AA: Qual a relação da endometriose com o exercício físico?

RC: Tem muitas coisas benéficas. Durante toda essa caminhada, desde antes de eu descobrir o que tinha, eu identifiquei que o exercício físico é super importante e alimentação também influencia. O carboidrato, por exemplo, não é tão legal porque ele influencia bastante na questão inflamatória da endometriose, o açúcar também. E, em alguns casos, a lactose. Hoje, que eu tenho uma vida bem regrada em relação a exercício, eu vejo o quanto eu melhorei. Então, atividade física e alimentação ajudam muito no tratamento da endometriose.


AA: Renata, nesse período em que você estava com endometriose profunda, você conseguia fazer exercício físico?

RC: Não. Na verdade eu fazia normal, e aí quando começava o período menstrual, era zero. Eu lembro, algumas vezes, que eu pegava o carro para ir dar aula numa academia e aí durante o trânsito eu começava a sentir a cólica e às vezes eu tinha que encostar o carro, me comprimir e esperar passar aquela crise. Aí eu respirava fundo e dava a aula. Agora, treino, eu particularmente não conseguia.


AA: O ideal é a pessoa fazer o exercício com uma certa regularidade, porque na época de muita dor não tem como, certo?

RC: Sim. Mas hoje, como está mais controlada, é outro quadro. Hoje, a atividade me ajuda. Tanto que o meu médico também falou: “Renata, mantenha sempre a atividade física porque isso vai ajudar” com relação aos hormônios. Te ajuda muito a controlar a endometriose, realmente. Minha vida é outra.


AA: Você acha, que, de certa forma, o exercício diminui a dor?

RC: Sim, eu acho. Porque quando você pratica atividade física, você gera uma série de hormônios. E, consequentemente, você vai querer se alimentar bem, é um casamento. Então isso ajuda muito, é muito benéfico.


AA: Renata, você tem alguma dica para quem esse quadro de endometriose, seja a profunda ou não, para conseguir se motivar a fazer atividade física?

RC: Minha dica, além de procurar um especialista, investigar, entender o quadro dela, em que nível que está, é disposição. É respirar fundo e falar: “eu vou treinar, eu vou fazer alguma coisa”. A atividade física tem que ser prazerosa. Porque aí, você faz com disposição, com animação. Isso transforma todo seu corpo, mente, espírito. Muda completamente. Então, minha dica é: faça mesmo, procure algo que te dê prazer. Caminhada, pilates, hidroginástica, musculação, aulas de ginástica., até luta. Porque vai gerar benefício e vai ajudar no quadro da endometriose, é certeza. 


AA: Tem mais alguma informação que você acha importante falar sobre o assunto?

RC: Quando eu estava na época da endometriose bem “punk”, que eu sentia as cólicas, mexe muito com o emocional. Você fica mal, é uma cólica, te deixa para baixo, autoestima lá embaixo. Porque é todo mês! Por isso que atividade física é importante. Sem ter a endometriose, a atividade física já promove uma autoestima: a pessoa se sente melhor, dorme melhor, come melhor, enfim. Só tem a contribuir. 


Artigo escrito por Giovanna Tedeschi, Voluntária de comunicação da Amo Acalentar e  jornalista.


segunda-feira, 31 de agosto de 2020

31 de agosto: Dia do Nutricionista

 




Dia 31 de agosto comemora-se o dia do Nutricionista, uma função de grande importância para a sociedade. 

Desde cedo aprendemos com a pirâmide alimentar quais são os alimentos e nutrientes indicados para que nosso corpo estejasempre bem nutrido, o papel do nutricionista é identificar deficiências e necessidades nutricionais específicas de cada um e realizar orientações de maneira personalizada. 

A alimentação é uma grande aliada no tratamento de doenças e na manutenção da saúde em geral, nossa diretora e estudante de nutrição Isis de Oliveira que também é portadora de endometriose alerta que:“O principal da endometriose é a alimentação, o tratamento nutricional precisa ser especializado e com os cuidados em uma dieta anti-inflamatória.” 

A endometriose é alimentada por excessos hormonais no organismo por isso, é recomendável moderação e consumo reduzido de fitoestrógenos que são encontrados em grãos, como arroz,feijão,soja,ervilha,lentilha, grão de bico e milho. 

Alguns alimentos como, por exemplo: carne vermelha, alimentos ultra processados, glúten, e cafeína, não são indicados para o consumo a uma portadora de endometriose. 

Algumas portadoras possuem grande taxa de açúcar no sangue e tem resistência à insulina, por isso Isis sugere uma dieta mais voltada ao LowCarb. 

Alimentos como: Berinjela,abobrinha,abóbora, tomate,inhame,cúrcuma,folhas verdes escuras,frutas vermelhas,chia,gengibre,peixes, frango sem antibiótico e  hormônios,abacate,shitake e outros cogumelos,repolho roxo,chocolate amargo,melão cenoura, cebola e azeite de oliva, são grandes aliados no tratamento da endometriose. 

"Existem evidências de que alimentos e nutrientes influenciam no nosso organismo tanto quanto na progressão da doença, levando à possibilidade de tratamentos alternativos para prevençãoe tratamento da endometriose. A reeducação alimentar éuma ferramenta promissora", afirma a nutricionista Karina Souza. 

O tratamento da endometriose é multidisciplinar e a presença do nutricionista no apoio ao tratamento pode oferecer melhoras significativas no quadro geral de saúde, afirma Karina. É importante o acompanhamento de um profissional de nutrição para a prescrição de uma dieta segura e completa, ideal para cada tipo e organismo.

Parabéns aos Nutricionistas!


Artigo escrito por Willian Cesar, voluntário de comunicação da Amo Acalentar e graduando em Jornalismo.

 

Nossa ong colabora com mais de 20 mil portadoras de endometriose, e em momentos como esses, buscamos auxilia-las da melhor maneira, seja com informação, alimentação e remédios, e você pode nos ajudar doando aqui, todo o valor é válido e ajuda quando feito de bom grado.



sexta-feira, 28 de agosto de 2020

O impacto da endometriose na vida dos adolescentes transgêneros

 


        

Um estudo realizado por pesquisadores da cidade de Boston, no estado de Massachusetts (EUA), concluiu que pessoas transmasculinas podem apresentar quadro de dismenorreia (cólica) e endometriose mesmo utilizando o hormônio testosterona. Segundo o estudo, o diagnóstico de endometriose era pouco utilizado em transgêneros do sexo masculino portadores de dismenorreia. 

O objeto de análise da pesquisa foram adolescentes do sexo masculino, menores de 26 anos, diagnosticados com dismenorreia e que obtiveram tratamento no Hospital Infantil de Boston de janeiro a março de 2020. Os médicos se atentaram aos prontuários no que diz respeito às características clínicas dos pacientes, cuidados tomados durante a transição e seus tratamentos.

Durante o observatório, 35 adolescentes transgêneros, com idade média de 14 e 11 anos, aproximadamente, foram diagnosticados com dismenorreia. Ele também constatou que 29 deles foram diagnosticados com o distúrbio após a transição social para o sexo masculino (82,9%). Dentre esses, 7 foram diagnosticados com endometriose através do exame de laparoscopia. Utilizando o tratamento convencional, 3 pacientes obtiveram resultados positivos para a contenção dos sintomas da doença. Após o tratamento com o hormônio testosterona, 2 pacientes apresentaram progresso e 2 não obtiveram resposta. Constatou-se, enfim, que a maioria dos adolescentes portadores de endometriose receberam o diagnóstico da doença após a transição social.

De acordo com o estudo, a eficácia do tratamento, os efeitos colaterais dos medicamentos utilizados, a necessidade dos anticoncepcionais e o histórico de gênero são fatores que influenciam na escolha do paciente pelo tratamento a ser utilizado. Ainda segundo o artigo, os pesquisadores perceberam variações individuais de suscetibilidade na utilização de andrógenos, como o danazol e a testosterona, na supressão da menstruação e da dor.

Os autores do artigo ainda enfatizam a necessidade de pesquisas mais expansivas e numerosas em pessoas trans portadoras de endometriose e outras condições ginecológicas, para que se melhore a qualidade do diagnóstico e do atendimento.

 

Endometriose

 

A Endometriose é uma doença caracterizada pela presença do endométrio (tecido que reveste a parte interior do útero) fora da cavidade uterina, podendo também estar em órgãos como trompas, ovários, intestinos e bexiga.

O principal sintoma da doença é a dor e a infertilidade. Aproximadamente 20% das mulheres tem apenas dor; 60% tem dor e infertilidade; e 20% tem apenas infertilidade. Outros sintomas podem ser notados, como cólicas menstruais intensas, dor pré e durante a menstruação, dor durante as relações sexuais, além de fadiga crônica e exaustão. Ainda há, porém, a possibilidade de sangramentos irregulares e intensos e alterações urinárias ou intestinais durante a menstruação.

          Todos os meses, o endométrio fica mais espesso e o óvulo fecundado se implanta nele. Caso não haja gravidez, o endométrio se escama e é expelido na menstruação. A explicação para o surgimento da endometriose é que uma parte desse sangue (guardado no endométrio) cai nos ovários ou na cavidade abdominal ao migrar no sentido oposto (lesão endométrica).

          O diagnóstico da endometriose costuma ocorrer aos/ou a partir dos 30 anos de idade. A doença afeta, hoje, cerca de seis milhões de mulheres no Brasil (de acordo com a Associação Brasileira de Endometriose, entre 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva, de 13 a 45 anos), havendo 300% de chancec que essas fiquem estéreis. 

 

Artigo originalmente publicado no Site Endonews https://www.endonews.com/endometriosis-impacts-transgender-adolescents e livremente traduzido e adaptado por Maira Cruz, voluntária da Amo Acalentar. Artigo editado por Vanessa Souza, voluntária de comunicação da Amo Acalentar e pós graduanda em Comunicação Institucional, e Maria Eduarda Brum, jornalista voluntária da Amo Acalentar.

Outras referências:

https://www.fleury.com.br/manual-de-doencas/dismenorreia

https://psicologafabiola.com.br/transgenero/

https://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/endometriose/#exames

https://www.gineco.com.br/saude-feminina/doencas-femininas/endometriose/#o-que-e

 

 

 

 


sexta-feira, 14 de agosto de 2020

A inter-relação da EpCAM e EMT na endometriose




 Um aumento expressivo das moléculas de adesão celular epitelial (EpCAM) e sua possível ação na transição epitélio-mesenquimal (EMT) pode ter relação com a endometriose

A patogênese da endometriose permanece obscura e controversa.


De acordo com a conhecida "teoria da implantação", a migração e a invasão são dois processos críticos para o desenvolvimento da endometriose.

Diversas evidências  demonstraram que a endometriose tem características móveis e invasivas.
A transição epitélio-mesenquimal (EMT) é um dos mecanismos moleculares essenciais que contribuem para a metástase e invasão.


A molécula de adesão de células epiteliais (EpCAM),  funciona como uma molécula de adesão específica para promover a invasão em tumores malignos.
A inter-relação entre a EpCAM e EMT na migração e invasão sugere a possível ação da EMT na endometriose.

 

Um total de 114 pacientes e 23 controles científicos foram analisados ​​para comparar a expressão de EpCAM. O nível de EpCAM, E-caderina e N-caderina não foi diferente entre o endométrio eutópico de pacientes com e sem endometriose.


A imunorreatividade da endometriose para EpCAM e N-caderina, (mas não E-caderina), foi significativamente maior do que a do endométrio eutópico; sendo essa  uma marca registrada da EMT.
De acordo com esses dados, a EMT participa da patogênese da endometriose.

 

Conclusões:

A expressão de EpCAM é aumentada em células epiteliais de diferentes tipos de lesões de endometriose, acompanhada pela ocorrência de EMT.
Isso sugere que a EpCAM e EMT estão associadas no desenvolvimento da endometriose.
A ação da EpCAM e EMT na endometriose ainda não está clara e mais estudos para esclarecer essas correlações são necessários.

 

O grupo do Dr. Yao formulou a hipótese de que a EpCAM pode desempenhar um papel crítico na endometriose. Seu artigo foi publicado recentemente na revista “Obstetrics and Gynecology Research”

 

 

Fonte: https://www.endonews.com/increased-expression-of-epithelial-cell-adhesion-molecule-and-its-possible-role-in-epithelial-mesenchymal-transition-inendometriosis

 

Artigos livremente traduzidos por Vanessa Souza, voluntária de comunicação da Amo Acalentar e pós-graduanda em Comunicação Institucional.

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Saiba como identificar fake news



Além da epidemia mundial do novo coronavírus que estamos enfrentando, problemas subsequentes como o aumento no volume de notícias falsas ou Fake News, termo em inglês popularmente adotado, vem fazendo parte do novo normal.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),  uma “infodemia”, grande volume de notícias falsas sobre o COVID-19, circulam e se espalham rapidamente pela internet por todo o mundo.

Seja sobre saúde, política, ou envolvendo famosos, empresas, enfim, até mesmo as ONGs não estão livres de serem alvos de notícias falsas. Tanto que recentemente foi veiculada uma notícia falsa sobre a existência de 100 mil ONGs na Amazônia e que vários sites comentaram e publicaram estudos do IBGE com os dados reais, como exemplo de publicações envolvendo ONGs.

Claro que notícias falsas já existiam antes da pandemia, mas intensificou diante do cenário atual que estamos vivendo. 

Entender as notícias, checar a veracidade, ajuda em termos de adotar hábitos e comportamentos que previna contrair o vírus, além de prevenir muitos outros mal entendidos.

A Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA), que tem como papel o combate às notícias falsas, elaborou recentemente um infográfico com dicas que norteiam a identificação de uma Fake News. Confira abaixo os oito passos:   

  1. Considere a fonte: verifique o site que fez a publicação, pesquise sobre a origem da história e informações de contato.
  2. Leia mais: leia a notícia completa, pois é comum ver manchetes com títulos que chamam a atenção para obter cliques.
  3. Verifique o autor: pesquise sobre o autor ou quem assinou essa informação. Esse profissional existe? É um especialista e possui credibilidade? 
  4. Fontes de apoio: leia outras notícias sobre o assunto buscando a comprovação desse fato.
  5. Verifique a data: é comum a repostagem de notícias antigas. Por isso a importância de checar a data. 
  6. É uma piada? algumas notícias podem ser sátiras, principalmente quando esta parecer muito estranha. Por isso, pesquise o site e o autor que publicou.
  7. É preconceito: verifique se seus valores e crenças podem afetar seu julgamento diante dos argumentos noticiados.
  8. Consulte especialistas: busque sites direcionados para checagem de notícias falsas, enfim, confirme com outras fontes independentes. 

Em caso de dúvidas sobre notícias envolvendo  a ONG Amo Acalentar, você poderá checar a veracidade da informação enviando e-mail para o contato: imprensa@acalentar.org

Fonte do infográfico: Notícia falsa –  Wikipédia,  a enciclopédia livre 


Artigo escrito por Vanessa Souza, voluntária de comunicação da Amo Acalentar e pós-graduanda em ADM e Comunicação Institucional



sexta-feira, 24 de julho de 2020

Endometriose microscópica oculta em peritônio clinicamente negativo


Pacientes com dores pélvicas crônicas que mostram resultados clínicos negativos no peritônio na laparoscopia podem ter endometriose oculta


Um estudo realizado no Centro Médico da Universidade de Rochester em Nova York, EUA, mostrou que das 142 pacientes que realizaram o exame de laparoscópica para avaliação de dor crônica pélvica, com resultado clínico de peritônio aparentemente negativo, 39% tem endometriose oculta.

O nível de cólicas menstruais foi maior no grupo negativo para exame, de acordo com os ginecologistas, isto se deve ao fato de pacientes sem endometriose microscópica oculta terem maior incidência de dismenorreia ou adenomiose primária e sua dor ser mais provável do próprio útero.

As descobertas feitas foram apresentadas esse mês no International Journal of Gynecology & Obstetrics. A colaboração multidisciplinar para esse estudo foi feita pelos pesquisadores do St. Joseph’s Hospital and Medical Center in Phoenix, Arizona University of Rochester Medical Center in Rochester, New York, USA.

O autor principal Gubbels et al. avaliou a prevalência de endometriose microscópica através da análise retrospectiva de 865 pacientes submetidas à avaliação laparoscópica de cirurgiões ginecológicos treinados em dor pélvica crônica em um centro de referência comunitário de janeiro de 2011 à dezembro de 2016.

Os três ginecologistas treinados no centro comunitário de referência realizaram as operações, por um período de seis anos analisando dados de mulheres submetidas à laparoscopia devido à dor pélvica crônica, foi observada desde a primeira menstruação da mulher, a dor durante os diferentes momentos do período menstrual. A duração dos sintomas não variou entre os diferentes grupos.

Identificou-se, que se o fato de encontrar endometriose microscópica oculta é realmente o motivo da dor no grupo positivo para biópsia, e isso não é bem conhecido. É aconselhado o tratamento da dor com antidepressivos tricíclicos ou anticonvulsivantes, particularmente em casos que não respondem à supressão hormonal.

Não foram identificadas diferenças nos seguintes quesitos: o primeiro fluxo menstrual, dor durante diferentes momentos do ciclo menstrual ou duração dos sintomas. O grupo com resultados positivos no exame era mais jovem no momento da avaliação.

Nem os resultados do exame nem as características menstruais ou de dor foram afetados pelo uso atual de hormônios. Nenhuma diferença significativa foi observada entre os casos robóticos e laparoscópicos. A morbidade devido à operação foi mínima.

Através desse estudo adverte-se que exames peritoneais devem ser feitas em todos os pacientes submetidos à laparoscopia por motivos de dores pélvicas, que não apresentam endometriose visível.

O resultado negativo em um exame não confirma a ausência de endometriose em um paciente.

Fontes:

https://www.endonews.com/occult-microscopic-endometriosis-in-clinically-negative-peritoneum

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32644227/

Artigos livremente traduzidos por Maira Cruz, voluntária administrativa da Amo Acalentar e graduanda em Secretariado Executivo e editado por Willian Cesar, voluntário de comunicação da Amo Acalentar e graduando em Jornalismo.


terça-feira, 21 de julho de 2020

Câncer associado à mutações e endometriose


A endometriose não é uma doença ginecológica maligna, no entanto, estudos recentes indicam que durante o ciclo menstrual podem ocorrer mutações espontâneas que resultam em um tecido com endometriose, que sofre lesões e reparos repetidos. 

 

Como acontecem as mutações?

 

Mutações são permanentes e irreversíveis alterações na sequência de nucleotídeos (compostos que auxiliam nos processos metabólicos), geralmente causadas por erro de replicação, envelhecimento, exposição à agentes causadores de câncer, produção excessiva de estrogênio, estresse oxidativo, etc.

 

O que são CAMs?

 

As mutações causadoras de câncer são chamadas CAMs, e podem surgir de uma replicação de erros em importantes genes de vias associadas à proliferação e preposição metastática de tumores cerebrais. As CAMs existem em vários subtipos da endometriose, por exemplo: endometrioma, endometriose profundamente infiltrada e endometriose peritoneal. Elas correm o risco de evoluir para câncer se não forem tratadas por cirurgia ou mantidas inativas. 

 

O artigo paper of Guo et al, recentemente publicado no documento “Human Reproduction Update”, mostrou que endométrios eutópicos e ectópicos têm diferentes perfis de genes, o que se deve às diferenças em seus microambientes. 

 

Onde as CAMs são encontradas?

 

 Os relatórios desse estudo indicaram que a maioria das CAMs foram encontradas em componentes epiteliais das lesões do endométrio, mas não no estroma que compõe essas lesões. Outra informação é que os achados também confirmam que o epitélio e o estroma – componentes das lesões do endométrio – têm diferentes processos de desenvolvimento, mas a direção é dependente e coexiste com o processo de desenvolvimento da endometriose.  

 

 

Os dados coletados nesse estudo permitirão futuras pesquisas direcionadas a processos moleculares específicos no desenvolvimento da endometriose para medidas de intervenção e gerenciamento de CAMs que as contenham. 

 

Futuros estudos de sequenciamento podem auxiliar no entendimento da patogênese e da endometriose. Além disso, a identificação dos CAMs nas lesões endometriais que podem evoluir para algo maligno, deve ser considerada não tratamento e medidas de intervenção da endometriose. 


Artigo originalmente publicado no Site Endonews https://www.endonews.com/cancer-associated-mutations-and-endometriosis e livremente traduzido por Maira Cruz, voluntária administrativa da Amo Acalentar e graduanda em Secretariado Executivo. 






sexta-feira, 5 de junho de 2020

Você sabia que não é apenas a endometriose que prejudica a gravidez?!





Mês de Junho é conhecido mundialmente como o período de conscientização e debates sobre a infertilidade 

É fato que estamos atravessando um mês de Junho atípico no Brasil e no mundo. Ao abrirmos os jornais e/ou assistirmos aos programas de notícias nos deparamos com informações sobre o coronavírus (Covid-19, vírus que alterou a rotina mundial. O isolamento foi algo necessário para conter o contágio. Todavia, este isolamento, também trouxe ansiedade, reflexões e até o aumento no número de depressão. 

Quando ampliamos a discussão sobre as emoções envolvidas na quarentena é nosso dever debater sobre os milhares de casais que desejam ter filhos, antes, durante e após a pandemia. Essas ansiedade, nesses casais que já tentaram por pelo menos 12 meses engravidar, e não conseguiram, se torna maior no confinamento. 

Um dos ditados mais antigos e muito usado no nosso país vale nesse debate: informação é poder. Por isso, entender o porquê não se estar conseguindo engravidar e buscar possíveis soluções pode amenizar este momento pode transformar a situação. O primeiro ponto importante que precisamos abordar é a infertilidade não é responsabilidade exclusiva das mulheres. Na realidade, as causas dessa doença estão distribuídas igualmente entre homens e mulheres (por volta de 35% cada), além de um percentual de 15% dos casos que não apresentam uma causa aparente.

Dito isso, o segundo ponto importante é desmistificar que a única causa que leva infertilidade da mulher é a endometriose. Fatores como a taxa mensal de fecundidade (Sinérgica com a idade da mulher), estar em um tratamento de câncer, e até hábitos como tabagismo e/ou uso excessivo de bebidas alcóolicas podem interferir no processo da gravidez. 

Para os homens, fatores como obesidade e cirurgia bariátrica , hábitos de tabagismo e o uso excessivo de álcool também, e os que tem varizes na região escrotal (Varicocele) interferem para a ocorrer a gravidez. 

Todos os elementos que prejudicam a fertilidade tem tratamento. Claro, que vai depender de cada organismo, do tipo de medicação usada na indução, e inúmeros fatores. Entretanto, a medicina evoluiu e a infertilidade, hoje, é entendida como um tratamento de saúde. Mesmo na época que estamos passando, de pandemia, há clínicas que estão atuando com todos os cuidados que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda: uso de máscaras, luvas e álcool em gel disponíveis por todos os ambientes.

Para saber mais sobre intertilidade, endometriose e saúde da mulher continue acessando o nosso blog: http://www.endometriosemulher.com/


Sobre a Rede Amo Acalentar
A Associação Ministério Nacional e Universal de Endometriose, Intertilidade, e Dor crônica do Brasil não tem fins econômicos e/ou lucrativos e tem como objetivo o atendimento e a defesa de tratamento aos casais inférteis, aproximar portadoras de endometriose a pessoas físicas e/ou jurídicas profissionais que possam oferecer àquelas melhores condições de tratamento, e promover a debates sobre os possíveis tratamentos por meio de experiências e informações. Buscando sempre soluções aos casais e promovendo a esperança de um mundo melhor.


 




Informações para Imprensa:

Queissada Comunicação
Agência especializada em educação, saúde, e intercâmbio
Juliana Queissada
contato@queissada.com.br






quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Endometriose É Uma Doença Maligna


A verdade tem que vir a tona, vamos gritar,vamos gritar, vamos gritar

Endometriose é maligna por ser uma doença de muito mal caráter, inclusive e principalmente por trabalhar de uma forma dissimulada, bate e na maioria das vezes esconde a mão. Há muitos sintomas mascarados, inclusive a dificuldade de engravidar,  que levam a  muitas mortes por várias razões, principalmente o suicídio, pois  não é dada a ela a maternidade.   Esses dados não entram nas estatísticas.  A endometriose é grave e maligna*, segundo dicionário do GOOGLE 30/08/2017,13:49 (maligna:designação genérica de qualquer doença de mau caráter). Alguns especialistas dizem que é uma doença mais grave que o câncer ou o HIV, não desmerecendo as outras doenças, porque ela mantem a mulher com endometriose severa em estado de incapacidade pela dor por toda uma vida,  um sofrimento cruel para ela e seus familiares, e não morre se não houver complicações, sendo assim a mulher não descansa e muito menos a família, mesmo que a maioria peça para morrer todos os dias, o que não é mérito delas, é de qualquer ser vivo com dores dilacerantes, que após horas de sofrimento pedem a morte, portanto não julgue se não estiver passando. Como foi dito na entrevista quarenta por cento das mulheres enclausuradas pela dor, corrigindo, este número é o dobro, estas mulheres vivem aprisionadas em seu corpo e torturadas continuamente, sendo bem especifica dor de parturiente. Em uma escala de zero a dez, ela passa de 10.99. Vivem com total instabilidade e muitos medos. Portanto vamos gritar, vamos assinar a petição, vamos lutar, podemos não ter força física, mas temos voz, a mesma voz que ainda dirige a família, somos fortes existimos e devemos ser respeitadas. Aliás não somos fortes, somos os seres mais fortes do mundo. Vem ai uma nova matéria que deixará isto muito claro. Obrigada Jaqueline Stefano pela oportunidade e parabéns pela condução da entrevista. Obrigada Dra. Lidia Myung, Dr. Mauricio Abrão. 



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