Mostrando postagens com marcador saúde da mulher. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde da mulher. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Endometriose pode estar associada a maior risco de diabetes tipo 2, aponta estudo

    O ano é 2021. Um estudo com o objetivo de investigar a associação entre endometriose confirmada por laparoscopia e o risco de diabetes tipo 2 foi publicado no periódico científico Diabetologia. Foram acompanhadas 112.037 participantes do Nurses Health Study II por mais de 25 anos. No geral, não foi encontrada associação significativa entre endometriose e maior risco de diabetes tipo 2, mas os pesquisadores observaram uma associação modesta em alguns subgrupos, como mulheres que não eram obesas e aquelas sem histórico de infertilidade ou diabetes gestacional.
    Um novo estudo da ARCHES publicado agora em agosto de 2026 contou com o Banco de Dados da População de Utah, incluindo 2.939.364 de mulheres, residentes em Utah, das quais 99.978 foram diagnosticadas com endometriose e obteve como resultado, durante um acompanhamento médio de 10,8 a
nos, uma associação da doença a um risco 46% maior de diabetes tipo 2 do que indivíduos sem endometriose.
     O risco variou dentre os subtipos e se apresentou mais forte dentre as mulheres na pré-menopausa, aquelas com índice de massa corporal abaixo de 30, ou seja, pessoas não obesas ou com um leve sobrepeso. Curiosamente, estes grupos são tradicionalmente considerados de ‘baixo risco’.
Diferenças foram observadas em relação às características reprodutivas e metabólicas: mulheres com endometriose apresentaram probabilidade substancialmente menor de nunca terem tido filhos e maior probabilidade de terem tido um ou mais partos. Uma proporção maior de mulheres com endometriose apresentava IMC saudável. As mulheres com endometriose também eram mais propensas a já terem sido casadas, a terem histórico de tabagismo e a residirem em áreas urbanas.
    Relacionando os subtipos de endometriose com a razão de riscos ajustada(aHR), o estudo encontrou os resultados:

  • Endometriose superficial: aHR 1,67 → risco 67% maior.
  • Endometriose ovariana: aHR 1,61 → 61% maior.
  • Endometriose profunda + ovariana: aHR 1,59 → 59% maior.
  • Endometriose profunda: aHR 1,45 → 45% maior.
  • Adenomiose: aHR 1,34 → 34% maior.
  • “Outros locais” especificados: aHR 2,67.
  • “Outros locais” não especificados: aHR 2,47.

    Como conclusão, os pesquisadores sugerem que a endometriose está associada a um risco aumentado de diabetes tipo 2, com diferenças significativas entre os subtipos e subgrupos metabólicos. As associações foram mais fortes entre mulheres tradicionalmente consideradas de baixo risco metabólico basal, sugerindo que a associação entre endometriose e diabetes tipo 2 pode diferir entre subgrupos clinicamente relevantes. Esses achados reforçam a necessidade de mais investigações sobre os mecanismos biológicos que ligam a saúde reprodutiva e metabólica.
    Os resultados são importantes, mas ainda não significam que a endometriose cause diabetes tipo 2. O estudo encontrou uma associação entre as duas doenças, e novas pesquisas serão necessárias para entender se existe uma relação de causa e efeito e quais mecanismos podem explicar essa possível ligação.



    
    The year is 2021. A study aimed at investigating the association between endometriosis confirmed by laparoscopy and the risk of type 2 diabetes was published in the scientific journal Diabetologia. 112,037 participants from the Nurses' Health Study II were followed for more than 25 years. Overall, no significant association was found between endometriosis and a higher risk of type 2 diabetes, but researchers observed a modest association in some subgroups, such as women who were not obese and those without 
a history of infertility or gestational diabetes.
    A new ARCHES study published in August 2026 used the Utah Population Database, including 2,939,364 women residing in Utah, of whom 99,978 were diagnosed with endometriosis, and found, during a mean follow-up of 10.8 years, an association between the disease and a 46% higher risk of type 2 diabetes than individuals without endometriosis. The risk varied among the subtypes and was strongest among premenopausal women, those with a body mass index below 30, that is, non-obese people or those with a slight overweight. Interestingly, these groups are traditionally considered to be at ‘low risk’.
    Differences were observed in relation to reproductive and metabolic characteristics: women with endometriosis were substantially less likely to have never had children and more likely to have had one or more births. A larger proportion of women with endometriosis had a healthy BMI. Women with endometriosis were also more likely to have been married, to have a history of smoking, and to reside in urban areas.
    Relating the subtypes of endometriosis to the adjusted hazard ratio (aHR), the study found the following results:

  • Superficial endometriosis: aHR 1.67 → 67% higher risk.
  • Ovarian endometriosis: aHR 1.61 → 61% higher risk.
  • Deep endometriosis + ovarian: aHR 1.59 → 59% higher.
  • Deep endometriosis: aHR 1.45 → 45% higher.
  • Adenomyosis: aHR 1.34 → 34% higher.
  • “Other locations” specified: aHR 2.67.
  • “Other locations” not specified: aHR 2.47.

    In conclusion, the researchers suggest that endometriosis is associated with an increased risk of type 2 diabetes, with significant differences between subtypes and metabolic subgroups. The associations were strongest among women traditionally considered to have low baseline metabolic risk, suggesting that the association between endometriosis and type 2 diabetes may differ between clinically relevant subgroups. These findings reinforce the need for further investigations into the biological mechanisms linking reproductive and metabolic health.
     The results are important, but they don't yet mean that endometriosis causes type 2 diabetes. The study found an association between the two diseases, and further research will be needed to understand if there is a cause-and-effect relationship and what mechanisms might explain this possible link.




REFERÊNCIAS:


Estudo 1 — 2021: Artigo publicado na Diabetologia.

Estudo 2 — 2026: Artigo publicado na Diabetologia — estudo ARCHES.
https://link.springer.com/article/10.1007/s00125-026-06828-w

FONTE COMPLEMENTAR:
veja. abril. com. br/ saude/endometriose-e-diabetes-muito-alem-das-dores-doenca-pode-mexer-com-a-glicose/


Escrito por MPZ

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Gaslighting e saúde feminina: quando a dor vira dúvida

 

“É COISA DA SUA CABEÇA” - A empresária Dana Steinberg, de 38 anos, demorou para descobrir que suas dores de cabeça e nas articulações eram sinais da síndrome de Ehlers Danlos, distúrbio raro que afeta a produção de colágeno. Quando buscava ajuda, ouvia dos médicos que era tudo coisa de sua cabeça. A experiência mais dura de gaslighting foi promovida por uma reumatologista.  “Depois que ganhou minha confiança, ela disse que eu estava com problemas psiquiátricos.” Dana passou dias refletindo. “Fiquei pensando que eu tinha algo errado e que criava minha dor.” Foi o psiquiatra que a convenceu de que seu problema não era de ordem mental. Ela persistiu e hoje recebe o tratamento certo. - (Egberto Nogueira/Ímãfotogaleria/VEJA)

     Décadas separam Dana de Virgínia, uma escritora britânica que cometeu suicídio depois de buscar tratamento médico e não receber. Lutou contra a depressão sozinha. O que as une é o descrédito por parte de profissionais da saúde que desconsideraram ou subestimaram os sintomas de ambas.
                

“Frescura. Você está exagerando. Isso é coisa da sua cabeça.”


Quantas mulheres já não passaram por situações assim no ambiente familiar, no trabalho ou até mesmo dentro de um consultório médico?

Quando a falta de empatia e de escuta chega ao consultório, a paciente pode se deparar com algo ainda mais grave do que um atendimento inadequado: o descrédito daquilo que sente. Nem todo comportamento inadequado deve ser interpretado como abuso ou gaslighting. Mas quando dores são menosprezadas, sintomas são minimizados, a investigação é interrompida precocemente ou as queixas são atribuídas, sem a devida apuração, ao estado emocional da mulher, podemos estar diante do chamado gaslighting médico.

O problema é que ser desacreditada repetidamente não significa apenas sair frustrada de uma consulta. A desvalorização dos sintomas pode contribuir para atrasos no diagnóstico, criar barreiras para a busca de atendimento, agravar quadros de saúde e, em situações mais graves, contribuir para desfechos que poderiam ser evitados.

Mas por que tantas mulheres ainda precisam provar que estão sentindo dor? Essa não é uma pergunta nova, mas ganhou uma nova dimensão com a internet. Mulheres começaram a compartilhar experiências de consultas em que suas dores foram minimizadas, seus sintomas atribuídos à ansiedade ou suas percepções colocadas em dúvida. O que antes poderia parecer uma experiência isolada começou a revelar um padrão.
   Quando uma mulher precisa ouvir de várias pessoas que sua dor não é real, o risco não é apenas que os outros deixem de acreditar nela. É que ela própria deixe de acreditar em si.
  Em reportagem publicada pela VEJA, o fenômeno é explorado a partir de histórias de mulheres que enfrentaram o descrédito de profissionais de saúde. Em “A dor do descrédito: o movimento inédito contra o gaslighting médico”, a revista mostra como essas experiências não acontecem no vazio: elas fazem parte de uma discussão maior sobre os vieses históricos da medicina em relação ao corpo feminino.         Nós estamos falando de gaslighting médico que significa a falta de empatia e respeito, e vamos continuar falando enquanto isso continuar acontecendo, principalmente no Brasil.
PUBLICAÇÃO: VEJA de 13 de abril de 2022, edição nº 2784 

Leia mais em:
veja.abril.com.br / saude/a-dor-do-descredito-o-movimento-inedito-contra-o-gaslighting-medico/


AUTORA: Paula Felix

    
Escrito por Milena         

quarta-feira, 27 de maio de 2026

O Que as 80 Descobertas Genéticas Significam para as Mulheres com Endometriose?

Pra Cego Ver: Arte digital em tons suaves de rosa, pink e dourado. À esquerda, o título destaca: "80 Descobertas Que Podem Mudar o Futuro da Endometriose". Ao centro, uma hélice de DNA iluminada representa as novas descobertas genéticas associadas à doença. À direita, uma mulher observa o horizonte com expressão de esperança e confiança. Ícones informativos destacam possíveis avanços, como melhor compreensão da doença, diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais eficazes e mais qualidade de vida para milhões de mulheres. Na parte inferior, a identidade da Endometriose Mulher reforça sua missão de acolher, orientar, encaminhar e fortalecer mulheres com endometriose desde 2004. A imagem transmite esperança, conhecimento científico e a certeza de que cada descoberta aproxima as mulheres de um futuro melhor.


 A maior pesquisa genética da história da endometriose encontrou 80 regiões do DNA associadas à doença. Mas o que isso significa na prática para as mulheres que convivem com a dor?


Se você leu nossa publicação anterior, provavelmente ficou com uma pergunta:

Afinal, o que muda na vida das mulheres quando os cientistas descobrem 80 regiões genéticas ligadas à endometriose?

A resposta é simples: essas descobertas ajudam a compreender melhor as causas da doença e podem abrir caminho para diagnósticos mais rápidos e tratamentos mais eficazes no futuro.

Embora não representem uma cura imediata, elas são um passo importante para milhões de mulheres que aguardam respostas há décadas.



O Que os Cientistas Descobriram?

Os pesquisadores analisaram informações genéticas de aproximadamente 1,4 milhão de mulheres e identificaram 80 regiões do DNA associadas ao risco de desenvolver endometriose.

Entre elas, 37 nunca haviam sido associadas à doença anteriormente.

Essas descobertas ajudam os pesquisadores a entender quais mecanismos biológicos participam do desenvolvimento da endometriose.


Isso Muda Minha Vida Hoje?

Essa é uma pergunta que muitas mulheres fazem.

A resposta honesta é:

Não imediatamente.

Você não receberá um novo tratamento amanhã apenas por causa dessa pesquisa.

Mas ela pode acelerar o desenvolvimento de novas formas de diagnóstico e de terapias mais eficazes nos próximos anos.

A ciência avança passo a passo.

E cada descoberta constrói o caminho para a próxima.


Vai Existir um Exame Genético para Diagnosticar Endometriose?

Ainda não.

Mas estudos como esse aproximam os pesquisadores desse objetivo.

Hoje o diagnóstico depende principalmente da avaliação clínica e de exames especializados.

Com mais conhecimento sobre a genética da doença, os cientistas esperam identificar formas mais rápidas e precisas de reconhecer mulheres com maior risco.


Isso Significa Que a Cura Está Próxima?

Ainda não podemos afirmar isso.

A endometriose continua sendo uma doença complexa.

Mas a pesquisa oferece algo extremamente valioso:

Compreensão.

Quanto mais os cientistas entendem os mecanismos da doença, maiores são as chances de desenvolver tratamentos melhores.


Juntas em Uma Só Voz

Para a Endometriose Mulher, esta pesquisa representa mais do que uma descoberta científica.

Ela representa esperança.

Esperança para mulheres que aguardam anos por um diagnóstico.

Esperança para quem convive diariamente com dores incapacitantes.

Esperança para quem já teve sua dor desacreditada.

Cada avanço científico reforça uma verdade que milhares de mulheres conhecem na própria pele:

A endometriose é real.

A dor é real.

E a busca por respostas continua avançando.


Conclusão

As 80 descobertas genéticas não representam o fim da jornada.

Mas representam um novo capítulo.

Um capítulo em que a ciência começa a compreender melhor uma doença que afetou milhões de mulheres durante décadas.

E cada nova resposta nos aproxima de um futuro com diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais eficazes e mais qualidade de vida para quem convive com a endometriose.

Próxima publicação

👉 Na próxima matéria da série, vamos falar sobre um tema que acompanha milhões de mulheres:

"A Dor Sempre Foi Real: Por Que a Endometriose Ainda É Tão Desacreditada?"

A maior pesquisa genética da história da endometriose identificou 80 regiões do DNA associadas à doença.

Mas o que essas descobertas significam na prática?

Na publicação anterior, mostramos como pesquisadores analisaram aproximadamente 1,4 milhão de mulheres e trouxeram novas pistas sobre as causas da endometriose.

📖 Leia também:
👉A Ciência Finalmente Escutou as Mulheres: Maior Estudo da História da Endometriose Analisa 1,4 Milhão de Pacientes

Agora vamos entender o que essas descobertas podem representar para o futuro das mulheres que convivem com a doença.


The largest genetic study ever conducted on endometriosis analyzed approximately 1.4 million women and identified 80 genetic regions associated with the disease.

These discoveries may help researchers better understand endometriosis and contribute to faster diagnosis, more effective treatments, and a better quality of life for millions of women worldwide.

Although these findings do not represent an immediate cure, they mark an important step toward a deeper understanding of the disease and offer new hope for women living with endometriosis.

At Endometriose Mulher, we believe every woman deserves to be listened to, respected, supported, and properly cared for.

Together, we continue raising awareness, sharing knowledge, and strengthening the voices of women affected by endometriosis around the world.




ENDOMETRIOSE MULHER

💗 Juntas em Uma Só Voz

Acolhendo, orientando, encaminhando e fortalecendo mulheres com endometriose desde 2004.


Cadastro Nacional de Mulheres com Endometriose

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Você Pode Ter Direito SUS + Hospital Particular


                                                                                                                                                             

 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Qual a relação entre endometriose e exercício físico?

 

Confira uma entrevista com Renata Carlini, educadora física e portadora de endometriose




De acordo com o Ministério da Saúde, a endometriose é "uma doença crônica provocada pela migração do tecido que reveste a cavidade uterina, o endométrio, para outras partes do corpo, principalmente para o abdome, além de ovário, ligamentos uterinos, bexiga e intestino.” Uma em cada dez mulheres brasileiras têm a doença.


Após o diagnóstico, algumas opções de tratamento são medicamentos que suspendem a menstruação ou que reduzem as dores, além de cirurgias. Outra recomendação dos especialistas é manter uma alimentação saudável e praticar exercícios, o que pode ajudar no controle da dor. Mas até que ponto a atividade física influencia no tratamento da endometriose?


Para discutir o assunto e celebrar o Dia do Educador Físico, comemorado hoje (01/09), conversamos com a educadora física e portadora de endometriose Renata Carlini (37). Confira a entrevista:



AMO Acalentar: Renata, qual a sua história com a endometriose?

Renata Carlini: hoje está controlada, no nível 1, então eu não sofro nada. Mas eu já cheguei no nível 4, segundo o meu médico. Meu ciclo menstrual sempre foi normal, zero cólica. Quando eu estava com 25 ou 26 anos, eu comecei a ter muita cólica. E não era normal: a cada ciclo menstrual aumentava. E aí eu comecei a investigar: comecei a marcar ginecologistas, fazer exames e nunca dava nada. Demorou mais de um ano para eu descobrir o que eu realmente tinha e neste tempo a coisa foi se agravando. 


Eu cheguei a fazer uma cirurgia com um ginecologista que me examinou, por videolaparoscopia, e não fez muita coisa, porque continuaram as dores. Aí eu fiz uma cirurgia com outro médico que deu uma melhorada, mas as dores continuavam. Então eu comecei a tomar pílula direto para que eu não menstruasse. Melhorou, mas depois de um certo tempo… 


Então, eu descobri um médico, por uma amiga, especialista em endometriose. Ele começou a fazer vários exames e diagnosticou, pela ressonância magnética, que eu já estava em um nível bem avançado da endometriose. Ele falou: “Renata, pelo que a gente vê aqui no exame, a coisa tá bem feia e vamos precisar operar, fazer uma boa raspagem”. Resumo da obra: em 2015, eu fiz uma grande cirurgia, uma boa “limpeza”. Foram retirados 12 cm do meu intestino, porque estava completamente comprometido. Hoje eu faço uso de um remédio específico para endometriose, que não é uma pílula anticoncepcional. Eu não menstruo e, desde então, eu estou ótima. Eu não sinto dores, não sinto absolutamente nada. Minha vida é outra.  


AA: Qual a relação da endometriose com o exercício físico?

RC: Tem muitas coisas benéficas. Durante toda essa caminhada, desde antes de eu descobrir o que tinha, eu identifiquei que o exercício físico é super importante e alimentação também influencia. O carboidrato, por exemplo, não é tão legal porque ele influencia bastante na questão inflamatória da endometriose, o açúcar também. E, em alguns casos, a lactose. Hoje, que eu tenho uma vida bem regrada em relação a exercício, eu vejo o quanto eu melhorei. Então, atividade física e alimentação ajudam muito no tratamento da endometriose.


AA: Renata, nesse período em que você estava com endometriose profunda, você conseguia fazer exercício físico?

RC: Não. Na verdade eu fazia normal, e aí quando começava o período menstrual, era zero. Eu lembro, algumas vezes, que eu pegava o carro para ir dar aula numa academia e aí durante o trânsito eu começava a sentir a cólica e às vezes eu tinha que encostar o carro, me comprimir e esperar passar aquela crise. Aí eu respirava fundo e dava a aula. Agora, treino, eu particularmente não conseguia.


AA: O ideal é a pessoa fazer o exercício com uma certa regularidade, porque na época de muita dor não tem como, certo?

RC: Sim. Mas hoje, como está mais controlada, é outro quadro. Hoje, a atividade me ajuda. Tanto que o meu médico também falou: “Renata, mantenha sempre a atividade física porque isso vai ajudar” com relação aos hormônios. Te ajuda muito a controlar a endometriose, realmente. Minha vida é outra.


AA: Você acha, que, de certa forma, o exercício diminui a dor?

RC: Sim, eu acho. Porque quando você pratica atividade física, você gera uma série de hormônios. E, consequentemente, você vai querer se alimentar bem, é um casamento. Então isso ajuda muito, é muito benéfico.


AA: Renata, você tem alguma dica para quem esse quadro de endometriose, seja a profunda ou não, para conseguir se motivar a fazer atividade física?

RC: Minha dica, além de procurar um especialista, investigar, entender o quadro dela, em que nível que está, é disposição. É respirar fundo e falar: “eu vou treinar, eu vou fazer alguma coisa”. A atividade física tem que ser prazerosa. Porque aí, você faz com disposição, com animação. Isso transforma todo seu corpo, mente, espírito. Muda completamente. Então, minha dica é: faça mesmo, procure algo que te dê prazer. Caminhada, pilates, hidroginástica, musculação, aulas de ginástica., até luta. Porque vai gerar benefício e vai ajudar no quadro da endometriose, é certeza. 


AA: Tem mais alguma informação que você acha importante falar sobre o assunto?

RC: Quando eu estava na época da endometriose bem “punk”, que eu sentia as cólicas, mexe muito com o emocional. Você fica mal, é uma cólica, te deixa para baixo, autoestima lá embaixo. Porque é todo mês! Por isso que atividade física é importante. Sem ter a endometriose, a atividade física já promove uma autoestima: a pessoa se sente melhor, dorme melhor, come melhor, enfim. Só tem a contribuir. 


Artigo escrito por Giovanna Tedeschi, Voluntária de comunicação da Amo Acalentar e  jornalista.


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Antes de votar Vamos fazer um exame de consciência

                                      Muitas mulheres tem ligado na Associação Nacional de Endometriose Infertilidade e Dor Crônica do Brasil, perguntando em quem votar, se tem alguém que se importa com nossa causa, com sinceridade, é difícil. Mas temos que impedir tantos desmandos, temos que participar ativamente, escolhendo novos representantes. Nós podemos, não vamos colocar ladrões e canibais de volta. A corrupção mata mais que muitas guerras. Estes canibais estão devorando nosso povo. Não espere chegar a tragédia na sua casa, a dor de não ser atendido na sua dor, a fome, o desespero. É hora de agir.
Agora é hora, nós podemos mudar tudo, nós temos que votar em nós, em alguém que realmente nos represente. Em alguém que se importe realmente conosco.  Vejam a seguir e nos próximos dias.
Só peço em nosso nome, por nós, por nossa saúde, por nosso futuro, por nossos filhos e netos, pesquisem, verifiquem, analisem, e façam tudo novo. Nós podemos fazer total renovação na administração de nossa Pátria mãe. Ela esta sangrando por todos os lados, e milhões de mulheres também, ela a Pátria mãe, esta gemendo e chorando, milhões de pessoas também. Nós somos responsáveis por isto. Nós escolhemos, nós deixamos. Muitas, aliás milhões de pessoas falam:" eu não me meto em politica", vota sem consciência, por uma propaganda, uma reportagem, sem analisar de fato. Nós temos que pegar o cabo da Nau, temos que decidir, temos que participar, cobrar, exigir. A direção é nossa. Quem não participa, não pode cobrar. 
Votem em quem votar, por favor  RENOVAÇÃO  pelo amor de Deus.  
Não podemos mais sermos coniventes, chega de tantas barbáries em nossa Pátria.
Somos mais de 10 milhões de mulheres, com no minimo, dois familiares, somos trinta milhões de pessoas. Podemos fazer total diferença. 
Venham, vamos formar uma corrente, seja um elo nesta corrente. Vamos juntar nossas vozes. Vamos gritar, vamos gritar, vamos gritar. Rompemos o silêncio e a invisibilidade.
Vem conosco. Por você. #juntasnumasóvoz







segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Endometriose é a Uma das Causas de Maior Urgência no Brasil Hoje

Chega de Descaso, ignorância, má vontade, a lei da  violência contra a mulher  tem que valer além das paredes de suas casas e ir onde ela vai. Vamos começar nosso GRITO. Mandem seus relatos  de atendimento médico para o e-mail: mariahelena@endometriosemulher.com.
  #juntasnumasóvoz
O video vem com o lançamento da nossa criação.
Apresentando nossa Princesa  Warrior Chiryou,  (guerreira). Em contrapartida vem ai rainha ,Musabori Shikyuunaimakusho (Musabori , devoradora)( shikuunaimakusho, Endometriose) que representa a endometriose será apresentada no devido tempo.
A partir de agora nossa princesa e a rainha estarão em nossas marcas, logos, e tudo que referir à Organização Acalentar. ( criação: Anna MEH). Marca registrada ₢ .


Novidades. Nova parceria para todas nós. Aguardem.


Postagem em destaque pesquise na caixa de pesquisa abaixo e encontre o que precisa

A Saga de Melissa na Luta Contra Endometriose Os Anos Sem e Com Diagnóstico Que Levaram Jovem a Pedir a Eutanásia

Anos sem diagnóstico de endometriose grave levaram jovem colombiana a pedir a eutanásia; história expõe as falhas do sistema de saúde , a in...