quinta-feira, 19 de março de 2026

Uma Vida Perdida, Uma Década em Risco: A Tragédia do Diagnóstico Tardio da Endometriose

Rayssa Miranda tinha 29 anos e tratava uma possível endometriose quando passou mal ao chegar ao hospital, em Portugal — Foto: Reprodução/Instagram Rayssa Miranda


 A Tragédia do Diagnóstico Tardio da Endometriose


 O Custo da Demora


Você sabia que, em média, uma mulher pode levar até mais de 10 anos para receber o diagnóstico correto de endometriose? Uma década inteira convivendo com dores debilitantes, com a incerteza e, no pior cenário, com o risco de complicações graves. A história de Rayssa Miranda, uma jovem goiana de apenas 29 anos que faleceu em Portugal após uma suspeita da doença, é um alerta doloroso sobre a urgência de encarar a endometriose não apenas como uma "cólica forte", mas como uma condição crônica e complexa que exige atenção e diagnóstico precoce.

Endometriose: De Suspeita a Tragédia em Portugal


Rayssa Miranda, de 29 anos, estava em tratamento sob suspeita de endometriose e tinha uma consulta marcada para entregar os resultados dos exames. Infelizmente, a jovem começou a passar mal no estacionamento do hospital, onde foi constatada uma hemorragia. Encaminhada para uma cirurgia de urgência, ela sofreu uma parada cardíaca, levando-a ao óbito. O caso, que gerou grande comoção entre familiares e amigos que aguardavam sua visita ao Brasil, ilustra o quão traiçoeira e grave essa doença pode se manifestar em momentos críticos.


O Que Precisamos Saber: Os Fatos Médicos e a Urgência do Diagnóstico


A endometriose é uma doença que afeta cerca de 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva (Nenhuma Mulher fica para trás) e consiste no crescimento da camada que reveste o útero (o endométrio) fora da cavidade uterina, o que provoca inflamações crônicas.


A ginecologista Francine Pereira ressalta que o principal sintoma é a dor pélvica crônica, mas os sinais incluem:

  • Cólica menstrual intensa.

  • Dor pélvica.

  • Dor durante a relação sexual.

  • Infertilidade (onde as chances da doença aumentam para 50%).

  • Problemas intestinais e urinários.

O Alerta da Especialista:

A médica destaca a complexidade da doença: "Na maioria das vezes, a doença causa dor pélvica crônica, que é o principal sintoma que a endometriose causa. Ela é uma doença inflamatória, pode causar a aderência de órgãos, atingir o intestino, vias urinárias e causa obstrução quando avançada."


E, embora o caso de Rayssa seja uma exceção trágica, a ginecologista explica as situações de risco: "São doenças distintas [endometriose e adenomiose], que podem vir separadas, mas em alguns casos elas podem vir em conjunto. E quando ela tem uma hemorragia ou sangramento vaginal que coloca a vida em risco, isso necessita de um tratamento cirúrgico.

É imperativo reconhecer que a demora no diagnóstico tem um alto custo físico e emocional. A história de Rayssa é um poderoso lembrete para todas as mulheres: a dor crônica e os sintomas não são "normais".


Embora seja uma doença crônica e "A endometriose tem controle, não tem cura", o caminho para a qualidade de vida é o tratamento. O controle, segundo a Dra. Francine, acontece por meio do tratamento clínico com o bloqueio hormonal e, principalmente, a mudança do estilo de vida com dieta e atividade física.


Não espere! Se você sente cólicas intensas ou dor pélvica crônica, busque um especialista. Seu bem-estar e sua vida dependem da sua proatividade.



Faça o seu, conte sua história

Cadastro Nacional de Mulheres Portadoras de Endometriose





sexta-feira, 6 de março de 2026

O Documentário Below the Belt Mostra o Impacto Devastador e Invisível da Endometriose.








Depois de anos de trabalho, inúmeras exibições e uma comunidade incrível por trás disso... Below the Belt agora está disponível em streaming na Apple TV, Amazon Prime Video, Google Play e YouTube.


Esse momento parece profundamente pessoal. O que começou como uma história foi carregado por tantos — e agora pode alcançar milhões de pessoas ao redor do mundo que precisam vê-la.

Somos muito gratos aos parceiros, defensores e mentores que acreditaram neste filme e ajudaram a trazê-lo à vida — este momento realmente pertence a todos vocês — e eterna gratidão a Jenneh Rishe BSN, RN Kyung Jeon-Miranda Emily (Hatch) Manwaring Laura Cone que calorosamente abriram suas almas e nos convidaram para suas vidas na esperança de que mais pessoas entendessem o impacto dessa doença. Se você estava esperando para assistir — agora é uma hora. E se você já viu, por favor, compartilhe com alguém que precisa. Agradecimentos especiais para Heather Guidone, BCPA Laura Evans Manatos Ken Sinervo Nancy Petersen Louise King Casey Berna, LCSW sallie sarrel Iris Kerin Orbuch que ajudou a guiar esse trabalho com sabedoria, compaixão e um compromisso inabalável em mudar o futuro da saúde das mulheres.


After years of work, countless screenings, and an incredible community behind it…Below the Belt is now streaming on Apple TV, Amazon Prime Video, Google Play, and YouTube.

This moment feels deeply personal. What started as a story has been carried by so many — and now it can reach millions more people around the world who need to see it.

We’re so grateful to the partners, advocates, and mentors who believed in this film and helped bring it to life — this moment truly belongs to all of you - and eternal gratitude to Jenneh Rishe BSN, RN Kyung Jeon-Miranda Emily (Hatch) Manwaring Laura Cone who bravely bared their souls and invited us all into their lives in the hope that more people understand the impact of this disease.

If you’ve been waiting to watch — now’s the time. And if you’ve seen it, please share it with someone who needs it.

Special thanks to Heather Guidone, BCPA Laura Evans Manatos Ken Sinervo Nancy Petersen Louise King Casey Berna, LCSW sallie sarrel Iris Kerin Orbuch who have helped guide this work with wisdom, compassion, and an unwavering commitment to changing the future of women’s health.

https://www.linkedin.com/feed/update/urn:li:activity:7439709543107985408/





quarta-feira, 4 de março de 2026

Envelhecimento Ovariano e Fertilidade: O que a ciência diz sobre os novos tratamentos (PRP e Células-Tronco)?




O envelhecimento ovariano é uma barreira biológica fundamental para a fertilidade femininaEssa limitação é causada principalmente por dois fatores: a diminuição da reserva de folículos primordiais (os "óvulos" em potencial) e mudanças progressivas no microambiente do ovário.

Diante disso, nos últimos anos, algumas intervenções intraovarianas ganharam destaque no cenário clínico e comercial com a promessa de reverter ou modificar esse envelhecimento.As Intervenções que Geram Esperança


As estratégias mais comentadas visam influenciar o ovário diretamente e incluem:

  • Plasma Rico em Plaquetas (PRP): Utiliza um concentrado de fatores de crescimento do próprio sangue da paciente.
  • Abordagens baseadas em células-tronco autólogas: Uso de células-tronco da própria paciente.
  • Transferência mitocondrial: Busca melhorar a energia dos óvulos

Essas técnicas são baseadas em hipóteses biológicas sólidas e, em alguns casos, mostram alterações precoces em marcadores substitutos, como o hormônio antimülleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais (CFA).A Realidade dos Resultados: Entre a Promessa e a Cautela

Uma análise crítica das evidências que sustentam essas intervenções alerta para uma distinção crucial: a diferença entre a ativação folicular transitória e a verdadeira modificação do envelhecimento reprodutivo.

A ciência tem integrado esses dados clínicos a novas descobertas sobre a biologia do envelhecimento, incluindo vias de detecção de nutrientes, reprogramação epigenética parcial e a fibrose ovariana (o endurecimento do tecido) como um determinante modificável da função ovariana.

No entanto, a grande questão é que, em todas as modalidades, as melhorias observadas nos marcadores substitutos (AMH, CFA) não se traduziram de forma confiável em resultados clínicos significativos, como:

  • Ganhos na competência embrionária.
  • Euploidia (embriões com número correto de cromossomos).
  • Nascimentos vivos.

Além disso, os dados sobre a segurança dessas abordagens permanecem limitados. É necessário considerar cuidadosamente os riscos processuais e infecciosos envolvidos.Conclusão: Um Uso Ainda Prematuro

A comunidade científica conclui que o uso clínico rotineiro de intervenções intraovarianas direcionadas ao envelhecimento é prematuro.

Para que o progresso seja alcançado, será necessário investir em protocolos padronizados, ensaios randomizados (o padrão-ouro da pesquisa) com poder estatístico adequado e, crucialmente, que tenham como foco o desfecho de nascimentos vivos, além de uma avaliação rigorosa tanto da eficácia quanto dos riscos.

Resumo

O envelhecimento ovariano é uma limitação biológica fundamental para a fertilidade feminina, impulsionado pela depleção da reserva de folículos primordiais e por alterações progressivas no microambiente ovariano. Nos últimos anos, uma série de intervenções intraovarianas com o objetivo de modificar o envelhecimento ovariano, incluindo plasma rico em plaquetas, abordagens baseadas em células-tronco autólogas e transferência mitocondrial, têm atraído atenção clínica e comercial. Essas estratégias são respaldadas por hipóteses biológicas e alterações precoces em marcadores substitutos, como o hormônio antimülleriano e a contagem de folículos antrais, porém seu significado clínico permanece incerto.
Esta seção de Opiniões e Revisões avalia criticamente as evidências que sustentam essas intervenções, enfatizando a distinção entre ativação folicular transitória e verdadeira modificação do envelhecimento reprodutivo. Os dados clínicos são integrados a novas descobertas mecanísticas da biologia do envelhecimento, incluindo vias de detecção de nutrientes, reprogramação epigenética parcial e fibrose ovariana como um determinante modificável da função ovariana. Em todas as modalidades, as melhorias nos desfechos substitutos não se traduziram de forma confiável em ganhos na competência embrionária, euploidia ou nascimentos vivos, e os dados de segurança permanecem limitados, com riscos processuais e infecciosos que exigem consideração cuidadosa.

Concluímos que o uso clínico rotineiro de intervenções intraovarianas direcionadas ao envelhecimento é prematuro. O progresso futuro exigirá protocolos padronizados, ensaios randomizados com poder estatístico adequado e desfechos de nascimentos vivos, além de uma avaliação rigorosa tanto da eficácia quanto dos riscos.

Fonte: https : //www.fertstert.org/ article/S0015-0282(25) 02309-X/abstract?dgcid= raven_jbs_etoc_email



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Uma Vida Perdida, Uma Década em Risco: A Tragédia do Diagnóstico Tardio da Endometriose

Rayssa Miranda tinha 29 anos e tratava uma possível endometriose quando passou mal ao chegar ao hospital, em Portugal — Foto: Reprodução/Ins...