quarta-feira, 17 de junho de 2020

Anti-inflamatório reduz em 30% mortes por COVID-19, segundo pesquisa britânica


No combate ao novo coronavírus (SARS-CoV-2) e na pesquisa por medicamentos eficazes contra a COVID-19, grupo de cientistas da Inglaterra afirma ter encontrado um medicamento capaz de auxiliar casos graves da doença respiratória. A droga, em questão, é um corticoide comum, chamado dexametasona, de baixo custo e bastante acessível.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Oxford, que realizaram o estudo, o corticoide (ou anti-inflamatório esteroide) reduziu as mortes em até um terço nos pacientes hospitalizados, em estado grave. Agora, com a divulgação desses resultados, o governo britânico imediatamente autorizou o uso da droga em todo o Reino Unido para pacientes com coronavírus.

Os estudos científicos que detalham em quais situações a dexametasona pode melhor auxiliar a recuperação de pacientes com COVID-19 deve ser publicado em breve. Por enquanto, especialistas independentes alertam sobre a importância de se analisar esses casos para se saber sobre a melhor indicação da droga no tratamento.


Pesquisa em hospitais britânicos

O estudo liderado pela Universidade de Oxford investigou, de forma aleatória, 2.104 pacientes que receberam o medicamento e foram comparados com o quadro de outros 4.321 doentes, não medicados com o anti-inflamatório. Após quatro semanas de uso, o medicamento reduziu as mortes em 35% nos pacientes que precisavam de tratamento com aparelhos respiratórios e em 20% naqueles que precisavam apenas de oxigênio suplementar. 

Quanto aos casos mais leves da COVID-19, o uso do medicamento não representou significativa melhora. Ainda na análise, os pesquisadores estimaram que esse corticoide poderia evitar uma morte para cada oito pacientes tratados em aparelhos respiratórios e um para cada 25 pacientes em uso de oxigênio extra.

"Esses são grandes efeitos", explicou o pesquisador de Oxford responsável pelo estudo, Martin Landray. Entre os atrativos da droga estão também o preço acessível, segundo Landray: "é notavelmente barato, talvez US$ 20 ou US$ 30 por todo um curso de tratamento".

O que fazem?

Corticoides como o dexametasona são eficazes no tratamento de inflamações, um quadro bastante comum no pulmão de pacientes graves da COVID-19. Isso acontece conforme o sistema imunológico da pessoa reage para combater a infecção do coronavírus e, por isso, os pesquisadores resolveram testar a droga. No organismo, a batalha contra a COVID-19 danifica, em alguns casos de forma drástica, os pulmões dos pacientes.

Além dos quadros da COVID-19, os corticoides são usados para combater infecções fúngicas e bacterianas, como meningite e um tipo específico de pneumonia comum em pacientes com HIV, mas não se mostraram tão úteis contra a gripe ou outras doenças virais, por exemplo. 

Efeitos colaterais?

Sobre as pesquisas iniciais com a droga, até o momento, não foram compartilhados dados sobre os efeitos colaterais da sua medicação. Sabe-se que, a longo prazo, a dexametasona é conhecida por afetar os rins e a imunidade dos pacientes. No entanto, os pesquisadores alegaram o uso de uma dose baixa e por um curto período de tempo, o que geralmente é seguro.

“A dose baixa a curto prazo não deve ser um problema, mas os esteroides [corticoides] têm muitos efeitos colaterais”, incluindo ganho de peso, pressão alta, retenção de água, alterações de humor, problemas de sono e problemas de sono e aumento de açúcar no sangue para pessoas com diabetes", explica Francisco Marty, especialista em doenças infecciosas no Brigham and Women's Hospital em Boston, nos Estados Unidos.

Outra parte desse mesmo estudo de Oxford para investigar drogas contra a COVID-19 já demonstrou, anteriormente, que a hidroxicloroquina não estava funcionando, da forma esperada, contra o novo coronavírus. Além da dexametasona, outros dois corticoides foram testados: prednisolona e hidrocortisona. No entanto, para eles, ainda não existem pesquisas detalhadas.

Fonte

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Foco no tratamento da endometriose pode impedir o surgimento de doenças no coração (Aterosclerótica)

    





Foco no tratamento da endometriose pode impedir o surgimento de doenças no coração (Aterosclerótica)

Um dos principais problemas do coração é a doença cardiovascular aterosclerótica e ela pode ser potencializada nas mulheres com endometriose 





Mulher: faça exames no seu coração logo após o diagnóstico da endometriose

Crédito da imagem: Jobert Aquino



Estresse, solidão e perda de produtividade. Quanto de nós estamos apresentando esses três comportamentos no isolamento imposto pela quarentena. O isolamento social foi necessário com a “ explosão” do coronavírus em todo o mundo. Um dos indivíduos que podem se prejudicar ainda mais por esta nova rotina imposta são os que têm endometriose. Isso porque se não tratada a doença logo, ela pode contribuir para o fortalecimento de outra moléstia do coração: a Aterosclerótica. Esta doença, com o nome aparentemente complicado, tem sintomas complicados nas pessoas: fadiga, dor no peito, pallpitação, aumento da pressão arterial, cãibras, entre outros. 


No isolamento, com o estresse gerado nas pessoas com endometriose, pode-se gerar aumento na pressão arterial e outros sintomas que concomitantemente serão refletidos no coração.


“ O que mais preocupa nas mulheres com endometriose é que o diagnóstico da doença geralmente é feito anos antes da menopausa , o que revela as dores e a infertilidade pélvica, levando as mulheres a tratar ambos. Todavia, as doenças cardiovasculares, entre elas a Aterosclerótica apresenta-se, nesta mulher, anos mais tarde. Por isso, a importância dos estudos que revelam o quanto essa doença tem a potencia elevada em pacientes com endometriose. Para impedir o surgimento dela lá na frente e já buscar os possíveis tratamento no presente”, explica Maria Helena, Coordenadora da AMO Acalentar (Associação Ministério Nacional e Universal de Endometriose, Intertilidade, e Dor crônica do Brasil).


Os motivos patogênicos que leva a a Aterosclerótica são similares aos da endometriose: Inflamação Crônica, estresse oxidativo, e disfunção endotelial. 


Além da importância de tratar ambas doenças, Endometriose e Aterolsclerótica,  há algumas ações que podemos tomar para minimizar o surgimento e/ou o potencial dessas moléstias. Maria Helena, Coordenadora da AMO, com opiniões médicas e fontes seguras lista algumas ações para colocar em prática hoje mesmo:


1) Coma alimentos ricos em antixoxidantes 


São as plantas que protegem nosso corpo do estresse oxidativo: vegetais, frutas, legumes, ervas, grãos e nozes). São  itens fáceis de encontrar já que as casas de produtos naturais só crescem no Brasil, além das feiras livres. Neste momento de pandemia é possível pedir e receber em casa esses produtos. 


2) Reduza os níveis de estresse


O Estresse psicológico não prejudica apenas o seu coração e o seu cérebro. Ocasiona danos celulares também. Logo, meditar, fazer exercícios físicos e fazer terapia (psicólogo e/ou psicanálise) podem lhe ajudar neste período de isolamento e após voltarmos a socialização.


3) Priorize o seu sono


O sono adequado faz com que recuperemos a energia do nosso corpo e se estabeleça um sistema emocional mais equilibrado. A melatonina conhecido como hormônio do sono é um antioxidante que só faz bem para o nosso corpo e mente. 


Para saber mais sobre a ligação entre endometriose e doenças cardiovasculares, acesse: https://www.endonews.com/endometriosis-and-atherosclerotic-cardiovascular-disease


Para continuar tendo informações sobre a Endometriose e a saúde da mulher continue acessando o nosso blog: http://www.endometriosemulher.com/



Sobre a Rede Amo Acalentar

A Associação Ministério Nacional e Universal de Endometriose, Intertilidade, e Dor crônica do Brasil não tem fins econômicos e/ou lucrativos e tem como objetivo o atendimento e a defesa de tratamento aos casais inférteis, aproximar portadoras de endometriose a pessoas físicas e/ou jurídicas profissionais que possam oferecer àquelas melhores condições de tratamento, e promover a debates sobre os possíveis tratamentos por meio de experiências e informações. Buscando sempre soluções aos casais e promovendo a esperança de um mundo melhor.


 

Informações para Imprensa:


Queissada Comunicação

Agência especializada em educação, saúde, e intercâmbio

Juliana Queissada

contato@queissada.com.br

(11) 99813 6291


terça-feira, 9 de junho de 2020

Mulher diga Não ao médico que não acreditar nas suas dores

  


Mulher diga Não ao médico que não acreditar nas suas dores
A endometriose acomete as mulheres de formas distintas e muitas sentem fortes dores e ainda passam por descrença nos sistemas de saúde 



Mulher: respire e troque de médico- Não aceite que não acreditem no que você sente 
Crédito da imagem: Jonatas Domingos


Uma em cada três mulheres com endometriose apresenta dificuldade para engravidar. Este dado é do grupo Jean Hailes. Não bastasse ter problemas para gerar uma criança, muitas dessas mulheres sentem fortes dores que impedem, inclusive, de trabalharem e terem uma vida normal. 

Isso ocorreu com a Haley. Foram quase 2 décadas para que os médicos acreditassem nos sintomas que ela apresentava. Haley não conseguia trabalhar e por isso o tratamento para a endometriose era ainda mais difícil. Veja o texto na íntegra: https://www.abc.net.au/triplej/programs/hack/how-endometriosis-endo-affects-fertility-babies-familly/11480786

Assim, como Haley milhares de mulheres têm dores e os médicos não acreditam nos sintomas. Muitos chegam a afirmar que ao engravidar, as dores desaparecem. Isso é um mito. A maioria das mulheres que têm endometriose sentem dores ao praticarem sexo, inclusive. E as que conseguem fazer sexo e engravidar ficam mais propensas a abortos.

O diagnóstico da endo (ou endometriose) só pode ser feito por um procedimento cirúrgico.  A cirurgia é feita no buraco da fechadura da pelve. O procedimento é chamado de laparoscopia. 

“Algo que recomendamos para as mulheres que têm fortes dores e não conseguem ter o aval do médico para fazer o procedimento médico acima é se consultar com um médico especialista  e/ou trocar de ginecologista. Todavia, não desistir e confiar nos seus instintos e sintomas. Todas têm a capacidade de ter uma vida melhor”, finaliza Maria Helena, Coordenadora da Amo Acalentar (Associação Ministério Nacional e Universal de Endometriose, Intertilidade, e Dor crônica do Brasil).

Para saber mais sobre endometriose e saúde da mulher continue acessando o nosso blog: http://www.endometriosemulher.com/


Sobre a Rede Amo Acalentar
A Associação Ministério Nacional e Universal de Endometriose, Intertilidade, e Dor crônica do Brasil não tem fins econômicos e/ou lucrativos e tem como objetivo o atendimento e a defesa de tratamento aos casais inférteis, aproximar portadoras de endometriose a pessoas físicas e/ou jurídicas profissionais que possam oferecer àquelas melhores condições de tratamento, e promover a debates sobre os possíveis tratamentos por meio de experiências e informações. Buscando sempre soluções aos casais e promovendo a esperança de um mundo melhor.


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Juliana Queissada