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segunda-feira, 14 de julho de 2014

G1 Pedagoga com endometriose se ‘inspira em doença’ e cria livro em MG

Obra foi lançada em Uberlândia e contempla área medicinal e autoajuda. Livro traz depoimentos de quem vive a doença, inclusive a própria autora.

Aguardem em breve :

Estamos providenciando lançamento em São Paulo. Aguardando confirmação de datas.

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A dor deu origem as escritas e a doença se tornou protagonista de um livro. Foi assim que a pedagoga Leda Gonzaga Alves, de 46 anos, resumiu a publicação ”Endometriose – O Silêncio e a Dor da Alma”, lançada esta semana em Uberlândia.

O livro é o segundo da trajetória da escritora, mas o primeiro que contempla a mistura de gêneros – medicinal com autoajuda. “Lançar um livro, seja qual for o estilo, não é muito fácil, ainda mais quando fala de doença. Minha vontade é levar informações para quem sofre, como eu, desse mal”, contou.

Leda Gonzaga é convive há 15 anos com a endometriose. Ela ressaltou que já passou por diversos tratamentos e duas cirurgias e que não descarta uma terceira. “Desde que soube da doença comecei a escrever e rascunhar experiências, sentimentos e coisas que lia e via sobre a doença. Em outubro de 2013, os rabiscos foram ganhando forma. Tive apoio de uma editora e em menos de um ano o livro já estava publicado”, disse.

A obra fala da endometriose, uma doença enigmática, traiçoeira e desafiadora aos olhos da medicina. A intenção, segundo a autora, é levar informações sobre o que a doença é capaz de fazer na vida de uma mulher.“O livro não traz só teoria, mas revela, tanto no meu depoimento quanto em outros, vivências, muitas delas dolorosas. A endometriose é conhecida como a doença da mulher moderna e nos dias atuais existem mais médico empenhados e interessados em tratá-la. Porém, as pesquisas apontam que mais da metade das mulheres do mundo desconhecem a doença”, contou.

A pedagoga Leda Gonzaga explicou que, segundo pesquisas e depoimentos de pacientes, a endometriose causa cólicas, menstruação irregular, dor profunda e desconfortável na relação sexual, inchaço, dor muscular e abdominal, dentre outros sintomas. “É uma das principais causas de infertilidade, atingindo 40% das mulheres com dificuldade em ter filhos. A doença ainda pode acometer os órgãos reprodutores, como o útero, as trompas e os ovários. A bexiga, os rins e intestino também podem ser afetados. A doença pode levar anos para ser descoberta”, esclareceu.

Leda Gonzaga confidenciou ao G1 que sempre foi apaixonada pela literatura desde a infância e que amava desenhar e escrever. Ela nunca se desanimou com os “nãos” que a vida lhe impôs e após várias tentativas, teve a sua obra aceita. “A ideia do livro veio quando enviei alguns originais a diversas editoras. Recebi vários ‘nãos’, mas em meio a eles veio um ‘sim’. Comemorei feito uma criança e hoje vejo meu sonho realizado. A intenção é fazer pelo menos mais três lançamentos na cidade, mas as datas ainda não foram oficializadas”, concluiu.





 livro
"Endometriose – O Silêncio e a Dor da Alma" foi lançado pela editora Gregory na quinta-feira (10) no Armazém Literário, em Uberlândia. A obra, que tem 102 páginas, foi definida pela autora como um alerta e ao mesmo tempo um pedido de socorro às autoridades responsáveis pela área de saúde. A tiragem inicial foi de 350 exemplares.

No livro a autora faz um panorama sobre a endometriose, suas causas e consequências.
A endometriose é um problema de saúde que afeta mulheres e tem sido um desafio para a medicina. Ainda não se sabe a causa, mas os estudos não param. O livro traz depoimentos de mulheres que vivenciaram a doença, constam também dicas de profissionais que poderão auxiliar no tratamento da endometriose. São experiências compartilhadas que podem ajudar na busca por um caminho menos doloroso.

A obra pode ser adquirida por meio do e-mail ledagonzagalves@hotmail.com ou pelo site de uma das editoras apoiadoras. O valor é R$ 38. 

Pegue o seu em :  Magazine Acalentar  Receba em seu endereço.

Link: Matéria no G1: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2014/07/portadora-de-endometriose-se-inspira-em-doenca-e-cria-livro-em-mg.html

Vejam fotos do evento. 
         



sexta-feira, 11 de julho de 2014

ENDOMETRIOSE X ENDOMETRIOSE PROFUNDA


O endométrio é a camada interna do útero que, mensalmente, se renova por meio da menstruação.



Quando o endométrio localiza-se fora da região uterina caracteriza-se uma doença chamada endometriose que acomete, principalmente, mulheres em idade reprodutiva.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Um dos principais sintomas dessa doença é a dor intensa, e uma das principais causas de infertilidade feminina. “Há uma estimativa de que a endometriose atinge 15% de jovens em idade fértil, sendo entre sete e 10 milhões de pacientes com este diagnóstico no Brasil”, comenta o ginecologista Joji Ueno (CRM 48.486), Doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera.

COMO IDENTIFICAR O TIPO DE ENDOMETRIOSE?

Identificar o tipo de endometriose é um passo importante para direcionar o tratamento que, pode atenuar o problema. Entre os principais sintomas da doença destacam-se cólica menstrual e dor durante a relação sexual, dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação e infertilidade.

De acordo com Ueno, a endometriose profunda é a forma mais avançada da doença, provocando dor mais intensa durante o período menstrual, na relação sexual e até mesmo fora da menstruação. “Cólica menstrual intensa, fluxo menstrual abundante, dor durante a relação sexual, intensa dor pélvica, dificuldade em urinar, dor no fundo das costas, sangramento anal no período menstrual e dificuldade em engravidar podem denunciar um diagnóstico positivo de endometriose profunda”, alerta o especialista.

COMO DETECTAR A DOENÇA?

Exames como: laparoscopia e ultrassonografia transvaginal também ajudam a detectar a doença, embora não seja garantido conseguir observar as alterações do tecido e, seja necessária a realização de um exame mais minucioso como a ressonância magnética pélvica. “Após a confirmação, é importante avaliar se a paciente deseja engravidar, além de estabelecer o local e a forma da doença para definir um tratamento mais personalizado”, confirma o médico.

As pacientes mais jovens podem apostar em medicamentos para suspender a menstruação. No entanto, lesões maiores costumam receber indicação cirúrgica. “Cada caso, tem de ser analisado individualmente e a paciente deve acompanhar continuamente a situação, pois a doença pode retornar”, avisa Ueno. Para suspender a menstruação basta apostar em medicação hormonal de forma contínua, por meio de anticoncepcionais orais, injetáveis, transdérmico, implantes ou o DIU. “Esse bloqueio pode ser suspenso quando a paciente desejar engravidar e, mais uma vez, será preciso um acompanhamento médico para que a fertilização aconteça de forma segura e eficaz”, confirma o ginecologista.

Sobre a Fonte:

Ginecologista Joji Ueno (CRM 48.486), Doutor em medicina pela Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo setor de Histeroscopia Ambulatorial do Hospital Sírio Libanês e Diretor na Clínica Gera.
http://www.segs.com.br/so-saude-segs/165134--saiba-a-diferenca-entre-endometriose-x-endometriose-profunda.html

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

ATENÇÃO: Lançamento Amanhã dia 10/07/2014 Endometriose "O Silêncio e a Dor da Alma"

O Lançamento foi adiado conforme informações da escritora Leda Gonzaga e divulgado em todos os meios.


Convite anterior.  NOVA DATA: 10/07/2014, hora e local permanecem.



Vejam entrevista no programa Manhã Total.



O seu apoio é muito importante. Apoie esta causa. Assine o Abaixo-Assinado.

Veja aqui quantas razões para assinar, seu gesto de assinar pode salvar muitas vidas.

   


Para adquirir o livro Endometriose " O Silêncio e a Dor da Alma"

www.magazineacalentar.com


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Convite: LANÇAMENTO Do Livro “Endometriose – O Silêncio e a dor da Alma”


      A escritora e colunista da Endometriose Mulher Leda Gonzaga, de Uberlândia-MG, Lança pela Editora  Gregory - o livro:



“... Através de depoimentos emocionantes, a autora alerta as mulheres a se cuidarem melhor e a não se calarem diante dessa enigmática e traiçoeira doença’’...

Com o objetivo de ajudar a divulgar a doença a escritora que é portadora da Endometriose a qual descobriu á 15 anos atrás, somente aos 32 anos ,deseja levar através de  depoimentos de mulheres que compartilharam suas experiências, negativas e positivas nos tratamentos contra a endometriose
 Segundo pesquisas a endometriose causa cólica, menstruação irregular, dor profunda e desconfortável na relação sexual, inchaço e, dor e dificuldade na evacuação e muitas vezes sangramentos pelo reto. É uma das principais causas de infertilidade atingindo 40% das mulheres com dificuldade em ter filhos. A mesma provoca dores abdominais, dor pélvica dor lombar, dores nas pernas, dor durante as relações sexuais, dor muscular e abdominal no corpo todo... E por ai vai, só para constar algumas das dores que podem aparecer de diversas maneiras, como ardência, pontadas (que podem ser como facadas e/ agulhadas),ferroadas e dentre outras.Além de acometer os órgãos reprodutores também acomete outros órgãos como:Bexiga,rins,intestino ,pulmão e por ai vai....
 A autora afirma ainda que os depoimentos vêm do coração aquelas que buscaram nos grupos formados por todo Brasil e Mundo apoio de portadoras que passam pelo mesmo problema de descaso publico pois a doença ainda não é reconhecida pelo Ministério Público ,além de caro o tratamento ,a portadora só consegue receber o tratamento após biopsia comprovada, o que aconteceu com a escritora anos atrás,após sua cirurgia depois de 4  meses conseguiu tratamento público  e depois mais cirurgia para retirada dos implantes,foram mais 9 anos  com tratamento com medicamentos custeado pela própria...
A mulher  tornar-se incapacitada desde os trabalhos mais simples do dia a dia ate os mais complexos.O tratamento é feito através de alguns medicamentos e por videolaparoscopia.
Enfim o objetivo do livro e sem dúvida um grito de alerta não só as mulheres mais a seus familiares, maridos, namorados , namoridos que possam se preocupar mais com quem está do seu lado.Um grito que vem da alma que muitas das vezes o silêncio ajuda a superar tanta dor devido a incompreensão e descaso relacionado a essa doença.Comparada com um Câncer que não mata ou que não deu certo pelas portadoras,ela vem mostrando ser bem parecido mesmo estudos não comprovando... Além dos depoimentos a escritora contou com o apoio de profissionais de saúde de Uberlândia e São Paulo.
Contudo, sabemos que os recursos médicos são importantes, mas a vontade de vencer das portadoras ajuda muito no sucesso dos processos de dor que a doença traz. Por isto o Livro traz a importância desses depoimentos de mulheres que na suas dores e indiferença  de amigos,parentes e sociedade em geral,escreve de forma simples seus depoimentos ,muitas delas descobriram a doença somente quando resolveram engravidar outras depois de anos mesmo tendo filhos a doença as acometeram.

Olivro poderá ser encontrado em Magazine Acalentar em breve, ou por
 E-mail: ledagonzagalves@hotmail.com –VALOR DE 38,00 mais frete não incluso.
Leda Gonzaga
Escritora

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domingo, 1 de junho de 2014

Endometriose: qual é a evidência para esta doença enigmática?

Gente não pude deixar de repassar esta matéria, muito importante. 

Postado em 02 junho de 2014
Até à data,  a endometriose  diagnóstico e tratamento precoce parece estar longe de atingir a forma final. Apesar do grande número de trabalhos publicados, as causas da doença ainda não estão claros: evidências acumuladas [1] sugere que mutações genéticas podem desempenhar um papel de alterar o processo correto de organogênese do trato reprodutivo feminino. Nesta condição, parece que as células primordiais indiferenciadas e que formarão o diferente parte do aparelho reprodutor feminino pode permanecer extraviada durante a organogénese. Durante a idade pós-púbere, estas células podem se diferenciar sob o efeito de alterações hormonais, e formar os implantes de endometriose típicas no interior da cavidade peritoneal. Uma vez estabelecida, os focos de endometriose têm uma interação dinâmica com o sistema imunológico: este último parece abordar a resposta inflamatória da microbiota peritoneal. 
Independentemente de novas provas, os sintomas e sinais da doença são mais conhecidos: enquanto algumas mulheres com endometriose pode experimentar sintomas e / ou infertilidade dolorosos, outros têm nenhum sintoma. A prevalência exata da endometriose é desconhecida, mas as estimativas variam de 2 a 10% das mulheres em idade reprodutiva, a 50% das mulheres inférteis [2, 3]. "Isto não quer dizer que depois da idade reprodutiva a endometriose não prevaleça".Maria Helena Nogueira
Endometriose em um cisto no ovário. Cor-reforçada, micrografia eletrônica de varredura da endometriose. Uma camada de epitélio endometrial (rosa) pode ser visto crescer em um cisto no ovário (marrom). Ciliadas e células secretoras são visíveis, bem como detritos consideráveis ​​fibrina. Yorgos Nikas, Wellcome Images
Uma nova atualização [4] da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), tentou lançar luz sobre este tema extremamente importante, com um novo conjunto de recomendações. Em particular, essa diretriz fornece 83 recomendações sobre o diagnóstico de endometriose e no tratamento da dor associada à endometriose e infertilidade, sobre a gestão das mulheres em quem a doença é encontrada por acaso (sem dor ou infertilidade), na prevenção da recorrência da doença e / ou sintomas dolorosos, no tratamento dos sintomas da menopausa em pacientes com história de endometriose e sobre a possível associação da endometriose e crescimento de tumores malignos. O desenvolvimento de diretrizes foi iniciada por membros do grupo de desenvolvimento de diretrizes de 2005 (GDG), suplementado com conselhos de especialistas adicionais no campo. Se você está interessado, você pode encontrar o texto completo deste artigo aqui .
Neste comentário, vamos tentar lançar luz das recomendações mais importantes indicadas pelo GDG.

Diagnóstico

Os médicos devem considerar o diagnóstico de endometriose:
  • Na presença de sintomas ginecológicos, tais como: a dismenorreia, dor pélvica não-cíclico, dispareunia de profundidade, infertilidade e fadiga na presença de qualquer um dos acima.
  • Em mulheres em idade reprodutiva, com sintomas cíclicos não-ginecológicas (disquezia, disúria, hematúria e sangramento retal, dor no ombro).
Os médicos podem considerar o diagnóstico de:
  • A endometriose profunda em mulheres com endurecimento e / ou nódulos de parede retovaginal encontrados durante o exame clínico ou nódulos vaginais visíveis no fundo de saco vaginal posterior (doloroso).
  • Endometrioma do ovário em mulheres com massas anexiais detectado durante o exame clínico.
  • Endometriose em mulheres com suspeita da doença, mesmo que o exame clínico é normal.
É obrigatório:
  • Realize uma laparoscopia para diagnosticar endometriose, embora a evidência de que está faltando uma laparoscopia positivo "sem histologia 'prova a presença da doença.
  • Confirme uma laparoscopia positivo por histologia, desde histologia positiva confirma o diagnóstico de endometriose, embora histologia negativa não exclui-lo.
  • Obter tecido para exame histológico em mulheres submetidas à cirurgia para endometrioma ovariano e / ou doença infiltrativa profunda, para excluir casos raros de malignidade.
Sobre imagens, o GDG recomenda:
  • Para executar TVS para diagnosticar ou excluir um endometrioma ovariano.
  • Que os clínicos basear o diagnóstico de endometrioma de ovário em mulheres na pré-menopausa com as seguintes características de ultra-som: ecogenicidade vidro moído e 1-4 compartimentos e sem estruturas papilares com o fluxo de sangue detectável.
Além disso, os médicos devem estar cientes de que a utilidade de:
  • Ultrassom 3D para diagnosticar endometriose retovaginais não está bem estabelecida.
  • Imagem por Ressonância Magnética (MRI) para diagnosticar endometriose peritoneal não está bem estabelecida.
  • Finalmente, é obrigatório avaliar ureter, bexiga e intestino envolvimento por imagem adicional se houver uma suspeita com base na história ou exame físico de endometriose profunda, em preparação para a ainda mais a gestão.
Quanto biomarcadores, os clínicos são recomendados para não usá-los no tecido endometrial, menstrual ou fluidos uterinos e / ou biomarcadores imunológicos, incluindo CA-125, no plasma, urina ou soro para diagnosticar a endometriose.
Ação figura série, Zhang Haiying de 2009. Neutralnotes.tumblr.com

O tratamento médico da dor associada à endometriose

O GDG recomenda que os clínicos:
  • Aconselhar as mulheres com sintomas presumivelmente devido a endometriose completamente, e tratá-los de forma empírica com analgesia adequada, os anticoncepcionais hormonais combinados ou progestágenos.
  • Prescrever o tratamento hormonal (contraceptivos hormonais, progestágenos, anti-progestágenos, ou agonista de GnRH como uma das opções, uma vez que reduz a dor associada à endometriose).
  • Tome as preferências do paciente, efeitos colaterais, eficácia, custos e disponibilidade em consideração ao escolher um tratamento hormonal para a dor associada à endometriose.
Os clínicos podem considerar:
  • Prescrever um contraceptivo hormonal combinado, uma vez que reduz a dispareunia associada à endometriose, dismenorreia e dor não-menstrual.
  • O uso contínuo de uma pílula anticoncepcional em mulheres que sofrem de dismenorréia associada à endometriose.
  • O uso de um anel vaginal contraceptivo ou um sistema transdérmico (estrogênio / progesterona) para reduzir dismenorreia associada à endometriose, dispareunia e dor pélvica crônica.
Quanto progestágenos e anti-progestágenos, o GDG recomenda:
  • Para utilizar progestativos ou anti-progestagénios como uma das opções para reduzir a dor associada à endometriose.
  • Que os clínicos tomar as diferentes perfis de efeitos colaterais de progestágenos e anti-progestágenos em consideração ao prescrever esses medicamentos, especialmente os efeitos colaterais irreversíveis (por exemplo, trombose e efeitos colaterais androgênicos).
  • Para considerar a prescrição de um sistema intra-uterino liberador de levonorgestrel (SIU-LNG) como uma das opções para reduzir a dor associada à endometriose.
Em relação agonista de GnRH, o GDG recomenda:
  • Para usá-los como uma das opções para a redução da dor associada à endometriose, embora a evidência é limitada em relação à dosagem ou duração do tratamento.
  • Para prescrever a terapia hormonal add-back, para coincidir com o início da terapia com agonista de GnRH, para prevenir a perda óssea e sintomas hipoestrogênicos durante o tratamento.
  • Para dar atenção para o uso de agonista de GnRH em mulheres jovens e adolescentes, uma vez que essas mulheres podem não ter alcançado a densidade óssea máxima.
Além disso:
  • Em mulheres com dor de endometriose retovaginal, refratária a outros tratamentos médicos ou cirúrgicos, os clínicos podem considerar a prescrição de inibidores da aromatase (aromatase pertence ao grupo das enzimas do citocromo p450 e age como mediador da aromatização de andrógenos emestrógenos), em combinação com pílulas anticoncepcionais orais, progestágenos ou análogos de GnRH, como reduzir a dor associada à endometriose.
  • Os médicos devem considerar as drogas anti-inflamatórias não-esteróides (AINEs) ou outros analgésicos para reduzir a dor associada à endometriose.

O tratamento cirúrgico da dor associada à endometriose

Quando a endometriose é identificada em laparoscopia, os médicos são recomendados para tratar cirurgicamente a endometriose, pois isso é eficaz para reduzir a dor associada à endometriose, ou seja, "ver e tratar".
Nesta condição, os clínicos podem considerar tanto ablação e excisão de endometriose peritoneal para reduzir a dor associada à endometriose.
Ao realizar a cirurgia em mulheres com endometrioma de ovário, os médicos devem realizar cistectomia em vez de drenagem e de coagulação, como cistectomia reduz a dor associada à endometriose. Os clínicos podem considerar a realização de cistectomia em vez de CO2 vaporização a laser em mulheres com endometrioma de ovário, por causa de uma menor taxa de recorrência do endometrioma.
Os clínicos podem considerar a realização de remoção cirúrgica de endometriose profunda, uma vez que reduz a dor associada à endometriose e melhora a qualidade de vida. O GDG recomenda que os médicos se referem as mulheres com suspeita ou diagnóstico de endometriose profunda para um centro especializado, que oferece todos os tratamentos disponíveis em um contexto multidisciplinar.
Como uma solução radical, os médicos podem considerar histerectomia com remoção dos ovários e todas as lesões de endometriose visíveis em mulheres que tenham concluído a sua família e não responderam aos tratamentos mais conservadores.As mulheres devem ser informadas de que a histerectomia não necessariamente curar os sintomas ou a doença.
Os médicos não devem realizar a ablação do nervo útero-sacro laparoscópica (LUNA) como um procedimento adicional à cirurgia conservadora para reduzir a dor associada à endometriose. Por outro lado, os médicos devem estar cientes de que a neurectomia pré-sacral (PSN) é eficaz como um procedimento adicional à cirurgia conservadora para reduzir a dor associada à endometriose linha média, mas exige um alto grau de habilidade e é um procedimento potencialmente perigoso.
Os médicos podem usar celulose regenerada oxidada durante a laparoscopia operatória para a endometriose, uma vez que impede a formação de aderências. Por outro lado, não é razoável que os médicos usam icodextrin após laparoscopia operatória para a endometriose para prevenir a formação de aderências, já que nenhum benefício foi mostrado. Finalmente, os médicos devem estar cientes de que outros agentes anti-adesão (membrana cirúrgica politetrafluoretileno, produtos de ácido hialurônico) têm sido estudadas e comprovadamente eficaz para a prevenção de adesão no contexto de cirurgia pélvica, embora não especificamente em mulheres com endometriose.
Em relação ao tratamento hormonal adjuvante, os médicos não devem prescrever:
  • Tratamento hormonal pré-operatório para melhorar o resultado da cirurgia para a dor em mulheres com endometriose.
  • Tratamento hormonal adjuvante, em mulheres com endometriose durante endometriose associada à dor após a cirurgia, uma vez que não melhora o resultado de cirurgia para a dor.
Sobre prevenção secundária da doença e sintomas dolorosos:
  • O GDG afirma que há um papel para a prevenção da recorrência da doença e sintomas dolorosos em mulheres tratadas cirurgicamente para endometriose. A escolha de uma intervenção depende das preferências do paciente, os custos, disponibilidade e efeitos secundários.
  • Nas mulheres operadas de um endometrioma (≥ 3 cm), os médicos devem realizar cystectomy ovário, em vez de drenagem e eletrocoagulação, para a prevenção secundária de dismenorreia associada à endometriose, dispareunia e dor pélvica não menstrual.
  • Após cystectomy para endometrioma de ovário em mulheres não procuram imediatamente a concepção, os médicos são aconselhados a prescrever anticoncepcionais hormonais combinados para a prevenção secundária de endometrioma.
  • Nas mulheres operadas de endometriose, os médicos são aconselhados a prescrever o uso pós-operatório de um SIU-LNG ou um contraceptivo hormonal combinado, pelo menos 18-24 meses, conforme uma das opções para a prevenção secundária de dismenorreia associada à endometriose, mas não para a dor pélvica não menstrual ou dispareunia.
Finalmente, o GDG não recomenda o uso de suplementos nutricionais, medicina complementar ou alternativa no tratamento da dor associada à endometriose, porque os potenciais benefícios e / ou prejuízos não são claras. No entanto, o GDG reconhece que algumas mulheres que buscam a medicina complementar e alternativa pode sentir-se beneficiar com isso.
Pára-quedas. Kyung, Dezembro de 2013. Endometriosisartjourney.tumblr.com

O tratamento de infertilidade associada endometriose

Em mulheres inférteis com endometriose, os médicos não devem prescrever o tratamento hormonal para a supressão da função ovariana para melhorar a fertilidade.
Em mulheres inférteis com AFS / ASRM Fase I / II endometriose, os médicos:
  • Deve realizar laparoscopia operatória (excisão ou ablação das lesões de endometriose), incluindo adesiólise, ao invés de executar apenas laparoscopia diagnóstica, para aumentar as taxas de gravidez em curso.
  • Pode considerar CO2 vaporização a laser de endometriose, em vez de eletrocoagulação monopolar, desde vaporização a laser está associada a taxas de gravidez espontânea acumulados mais elevados.
Em mulheres inférteis com ovário cirurgia endometrioma submetido, os médicos devem realizar a excisão da cápsula endometrioma, em vez de drenagem e eletrocoagulação da parede do endometrioma, para aumentar as taxas de gravidez espontânea. O GDG recomenda que as mulheres médicos aconselham com endometrioma sobre os riscos de redução da função ovariana após a cirurgia e da possível perda do ovário. A decisão de prosseguir com a cirurgia deve ser considerada com cuidado se a mulher teve a cirurgia ovariana prévia.
Em mulheres inférteis com AFS / ASRM Stage III / IV endometriose, os clínicos podem considerar laparoscopia operatória, em vez de conduta expectante, para aumentar as taxas de gravidez espontânea.
o GDG recomenda os médicos a não prescrever o tratamento hormonal adjuvante, antes ou após a cirurgia para melhorar as taxas de gravidez espontânea, como prova idônea está faltando.
Finalmente, não foram encontradas evidências mostrando um efeito benéfico de diferentes tipos de suplementos nutricionais, complementares e tratamentos alternativos para melhorar a infertilidade em mulheres com endometriose.

Tecnologia de Reprodução Assistida (ART) em mulheres com endometriose

Em mulheres inférteis com AFS / ASRM endometriose Fase I / II, os médicos podem realizar Inseminação intra-uterina com estimulação ovariana controlada, em vez de conduta expectante, uma vez que aumenta as taxas de nascidos vivos.
O GDG recomenda o uso de ART para a infertilidade associada à endometriose, especialmente se a função tubária é comprometida ou se houver fator de infertilidade masculina, e / ou outros tratamentos falharam. Este mesmo após a cirurgia, uma vez que as taxas de recorrência da endometriose cumulativos não são aumentados após a estimulação ovariana controlada.
Além disso, os médicos podem prescrever agonistas GnRH por um período de 3-6 meses antes do tratamento B com ART para melhorar as taxas de gravidez clínica em mulheres inférteis com endometriose.
Em mulheres inférteis com endometrioma maior que 3 cm, não há evidência de que cystectomy antes do tratamento com ART melhora as taxas de gravidez. Em particular, o GDG recomenda que as mulheres médicos aconselham com endometrioma sobre os riscos de redução da função ovariana após a cirurgia e da possível perda do ovário. A decisão de prosseguir com a cirurgia deve ser considerada com cuidado se a mulher teve a cirurgia ovariana prévia.
Finalmente, a eficácia da excisão cirúrgica de lesões nodulares profundas antes do tratamento com ART em mulheres com infertilidade associada à endometriose não é bem estabelecida em relação ao resultado reprodutivo.

Sintomas da menopausa iatrogênicas em mulheres com endometriose

O GDG recomenda que os médicos continuam a tratar as mulheres com história de endometriose após a menopausa cirúrgica com combinado de estrogênio / progestagênio ou tibolona, ​​pelo menos até a idade da menopausa natural

Assintomática (diagnosticada acidentalmente) endometriose: o que fazer?

O GDG recomenda que os médicos:
  • Não devem rotineiramente realizar a excisão cirúrgica e ablação para um achado incidental de endometriose assintomática no momento da cirurgia, uma vez que o curso natural da doença não é clara.
  • Totalmente informar e aconselhar as mulheres sobre qualquer achado incidental de endometriose.

A prevenção primária da endometriose: fato ou fantasia?

De acordo com GDG:
  • A utilidade de contraceptivos orais para a prevenção primária da endometriose é incerto.
  • A utilidade do exercício físico para a prevenção primária da endometriose é incerto.

Endometriose e câncer

O GDG recomenda que os médicos informar as mulheres com endometriose solicitando informações sobre o seu risco de desenvolver câncer de que: não há evidência de que a endometriose causa câncer e não há aumento na incidência global de câncer em mulheres com endometriose.

Descrições e conclusão

Curiosamente, uma parte substancial das recomendações também é semelhante ao anterior [5], indicando, por um lado, a falta de estudos recentes de alta qualidade em algumas áreas e sobre as outras semelhanças mão na recuperação da evidência na literatura pelos especialistas eo processo de recuperação formal da prova por uma metodologia estruturada de extensas pesquisas bibliográficas. No entanto, a principal diferença entre as duas diretrizes é a metodologia estruturada, com base no Manual de Orientação ESHRE desenvolvimento, incluindo avaliação objetiva da literatura e uma análise extensa e transparente das partes interessadas relevantes.
Consciência da endometriose através da Arte - página do Facebook

Referências:

[1] Laganà AS, Sturlese E, Retto G, Sofo V, Triolo O. Interação entre Células Estaminais Misplaced Mülleriano Derivados e Peritoneal Imune Desregulação na patogênese da endometriose. Obstet Gynecol Int. 2013; 2013:527041.
[2] Eskenazi B, Warner ML. Epidemiologia da endometriose. Obstet Gynecol Clin North Am 1997; 24:235-258.
[3] Meuleman C, D'Hoore A, Van Cleynenbreugel B, Tomassetti C, D'Hooghe T. Por que precisamos de um acordo internacional sobre termos e definições para avaliar a evolução clínica após cirurgia de endometriose. Hum Reprod 2011; 26:1598-1599; autor resposta 1599-1600.
[4] Dunselman GA, Vermeulen N, Becker C, Calhaz Jorge-C, D'Hooghe T, De Bie B, Heikinheimo O, Horne AW, Kiesel L, Nap A, Prentice A, Saridogan E, diretriz Soriano D, Nelen W. ESHRE: gestão de mulheres com endometriose. Hum Reprod. 2014;. 29 (3) :400-12
[5] Kennedy S, Bergqvist A, Chapron C, D'Hooghe T, Dunselman G, Greb R, Hummelshøj L, Prentice A, Saridogan E; ESHRE Grupo de Interesse Especial para a endometriose e Endométrio Guideline Development Group. ESHRE guideline para o diagnóstico e tratamento da endometriose. Hum Reprod. 2005; 20 (10) :2698-704.

Antonio Simone Lagana

Estou Antonio Simone Laganà, MD, do Departamento de Pediatria, Ginecológica, microbiológica e de Ciências Biomédicas da Universidade de Messina (Itália). Eu sou membro da Comissão Científica da "Associação Italiana de endometriose Onlus", em treinamento membro da "Society for ginecológica Investigation" e Regular Membro da "Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia".Atualmente, na minha universidade, eu estou desenvolvendo um programa de pesquisa focada em immunobiology da endometriose. Em particular, estamos a tentar desvendar o fundo imunológico por trás do colapso da homeostase fluido peritoneal. Estamos investigando especialmente T caminhos subconjunto de células em endometriomas ovarianos, líquido peritoneal, e como o comportamento dos citocinas poderia abordar as respostas imunes nesses microambientes.