quinta-feira, 4 de julho de 2013

Roberto de Lucena se levanta a nosso favor para tirar a endometriose do anonimato

       
   

(Quero pedir desculpas pela demora das postagens, peço que orem por mim, as dores tem sido implacáveis.) Paciência que vou postar todos os capítulos. Obrigada a todos pela compreensão)
                                   
  3º Capítulo                                             


O Deputado Roberto de Lucena diz: quero tirar a endometriose do anonimato,  e a tratarmos como uma doença séria e grave que vem aniquilando milhares de brasileiras, impondo o sofrimento indizível a milhares de mulheres brasileiras.(Portadoras do Brasil, guardem este nome, eu não o conheço, mas ele tem toda minha gratidão, hoje já não mais por mim, mas todas que poderão se beneficiar deste ato de amor, e por favor não digam; há! é obrigação dele. Lembrem-se é obrigação de todos os parlamentares, mas só ele deu atenção e resolveu nos ajudar, lutar por nós. Vamos ser gratas e ajudá-lo nesta luta.) Ele esta honrando sua proposta e a que veio, vejam seu site, nele você vai encontrar a seguinte frase:


Abre a tua boca em favor do mudo, pela causa de todos os que sofrem. Abre a tua boca; julga retamente; e faze justiça aos pobres e aos necessitados                               . Provébios 31:8-9


1º Video.  Reunião de audiência Pública, autoria do Deputado Federal Roberto de Lucena, convocada nos termos do requerimento 364/2013
Vem debater o diagnóstico e tratamento da endometriose, bem como discutir a inclusão no calendário nacional do dia 08 de maio. 

Iniciando o deputado faz um breve relato e conforme este, faço aqui o acompanhamento e coloco argumentos necessários segundo nossa vida de portadora, não deixando de ressaltar a profundidade do entendimento que a ele foi dado, pois fala como se fosse uma de nós no lugar dele. È incrível, vamos lá.  Ele começa dizendo sobre o relato que ouviu de uma portadora e segue dizendo: Deputado: Endometriose doença que trás consequências terríveis a vida da mulher,entre estas consequências a infertilidade e a perda do direito de ser mãe,(Eu) na verdade a maioria perde o direito de viver e de ser mãe, bendita seja esta mulher que fez o relato, no caso desta mulher o diagnóstico da doença demorou mais de 15 anos, imagina o que ela passou até descobrir, foram idas e vindas aos médicos e hospitais, quanta dor, quanto sofrimento, tantos anos. Pelo menos tem conseguido controlar a doença que a afastou do convívio social e do trabalho, lógico que ai, ele teve ter visto toda a devastação na vida que isto trás, acredito que ele pode analisar o que realmente é isto,e pode ver uma vida em purgatório, dias, meses, anos de dor e perdas.  `E incrível que ele tenha dado importância ao relato desta mulher, quando tantos foram solicitados a ouvir e não deram o menor crédito, mesmo os que ouviram não foram capazes de entender a gravidade e seriedade de um relato deste. Graças a Deus o cidadão Roberto de Lucena certamente usado por Deus através de nossas orações e também esta senhora do relato a quem ele não deu nome, mas, mais uma vez bendita seja ela.
O Deputado Roberto de Lucena tomou atitude e colocou a mão na massa  para o enfrentamento da endometriose. Ele também quer saber o que fazer e como ajudar as mulheres que não tem o plano de saúde, mal sabe ele que as que tem planos de saúde também estão tendo muitas dificuldades para o diagnóstico e tratamento da endometriose. Principalmente por desconhecimento , descaso médico como no SUS, nos casos dos planos além disto há a negativa dos planos para os procedimentos necessários.Como diz a nossa querida Adriana Leocádio.E esta também será investigada por ele, o que espero sinceramente.


 

Próximo capítulo  
Dr. Mauricio Abrão e apresentação, vejam como este homem tem lutado para que o Brasil trate melhor suas portadoras. Confesso que fiquei surpresa ao vê-lo lutando por nós com tamanha ênfase.

ATENÇÂO >>Por favor, se você ainda não assinou, assine a petição em prol das portadoras de endometriose,esta é uma forma de amor, não negue seu amor, ajude-nos a repassar também, peça  que seus amigos façam uma boa ação, ação de amor. 




  Portadoras de endometriose  façam seu cadastro, é fundamental.        
Cadastro Portadoras de endometriose
                                             

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Endometriose no Brasil, direito de VEZ,VOZ e VISÃO





1º capítulo




                         2º Capítulo
  


Quero antes de tudo parabenizar o  deputado Roberto De Lucena pela iniciativa.

Trata-se de zelar por uma média de 10 milhões de mulheres com alto grau de vulnerabilidade, fragilidade e incapacidade.  No entanto estamos trabalhando com um número de 10 milhões de portadoras há 3 anos.Uma das mais grave e cruel moléstia enigmática tem afetado estas mulheres tirando-lhes o direito de viver e mantendo-as em purgatório, em prisão perpétua com requinte de torturas diárias, amordaçadas pela dor, medicamentos, fraqueza, incapacidade física e financeira, sufocam o grito de dor e desespero, o pedido de socorro em caráter de emergência. Geralmente sozinhas  por abandono, descaso e mesmo pelo próprio isolamento ficam totalmente invisíveis à sociedade, à família, aos amigos. (Muitas sucumbem e vão ao suicido, sem suportar). 

Não podemos permanecer no silenciamento  nem na subalternidade, com o apoio do Cidadão e deputado Roberto Lucena que colocou as mãos nesta cumbuca e luta agora para que estes atores  tenham  direito de vez , voz e visão poderemos soltar este grito há tanto preso.
 Começa um novo ciclo na vida destas fortes mulheres, onde o deputado vem trazer voz e visão, somando-se a nossa voz e alertando o Brasil para que todos possam enxergar as sua portadoras, suas mulheres, suas irmãs, suas mães, suas filhas.

Segundo as estatísticas já há muitos anos, falamos em seis milhões de portadoras, isto desde 2004, mas a verdade é que 10% e 15% (por cento), das mulheres em idade reprodutiva e pós reprodutiva são portadoras de endometriose, então vamos lá; nossa população hoje é de 201,010,501 milhões,  temos 98.888, de homens, ou seja 49,2%, a população feminina é de 102.122.358 milhões 50,8%. 
As mulheres de  0 a 9 anos são 16,43%,   16.778,703 milhões de meninas,  ficam então  63%  de mulheres em idade reprodutiva e 20,53% que passaram desta idade e que são tiradas das estatísticas de endometriose, como todos sabem a endometriose não tem cura, então estas mulheres são portadoras de endometriose  com todos os agravantes e sequelas, elas continuam com endometriose, não podem ser tiradas das estatísticas. A realidade é que de 102.122,358 milhões de mulheres só podemos tirar os 16.778,703 que ainda são crianças. Então temos  85.343,655 milhões de mulheres de 10% a 15% delas, ficam entre 8.564,355 e 12,846,032, o que precisa ser pesquisado para uma definição em prol de resultados específicos para a gestão de políticas públicas precisas em toda sua pluralidade.
Marquei aqui os principais pontos para que se realize o aperfeiçoamento desta;

ATT: Para opinar, por favor leia todos os capítulos. 

Próximo capítulo 

3º Capítulo

Endometriose e sua  complexidade, medidas fundamentais e necessárias para o cuidado da Mulher Portadora de endometriose.
A endometriose deve ser reconhecida como doença social, não ...

         Venha conhecer a verdadeira cara da endometriose



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terça-feira, 25 de junho de 2013

Audiência Pública de debate da endometriose no Brasil


Enviada em: terça-feira, 28 de maio de 2013 11:53


                                                     Diante deste convite, me preparei e fiz um lembrete para que se houvesse oportunidade, eu falaria. Aliás até liguei e pedi a palavra, que eu não iria se ão pudesse falar, veria pela televisão. Foi quando recebi um novo pedido e então resolvi ir, sendo que para eu ir teria que levar um acompanhante e chegar um dia antes para  ir ao hotel tomar  morfina e deitar-me, como todos sabem saio de casa só para hospital devido as dores contínuas, mas neste caso eu teria que ir, não poderia perder nem que fosse a última coisa que eu fizesse. Assim fiz. E foi a melhor coisa, eu realmente não aguentaria chegar, ir a audiência e voltar no mesmo dia conforme os debatedores fizeram. Só desejei mais do que nunca ter saúde e viver realmente.
            Antes de entrar no assunto quero dizer que há anos batemos em várias portas e não houve quem nos ouvisse, levamos o projeto esclarecendo todo o problema que estas mulheres portadoras de endometriose passam, à vários deputados e vereadores e não houve o menor interesse nem em ouvir, conseguimos falar com o deputado Fernando Capez, e como bom político nos encheu de esperanças e não deu o menor crédito, fomos feitos de palhaços ligando tentando marcar e sempre vinha uma resposta de político, não podia porque estava viajando, porque a agenda não permitia, uma verdadeira palhaçada. Melhor seria que ele de pronto nos dissesse que não poderia e não este tema não o interessa, não teria nos roubado tempo e demostraria respeito.   Enviamos também a senhora deputada Mara Gabrilli, gente nossa esperança é que ela nos desse ouvido, pelo menos isto, mas novamente ficamos chupando o dedo. Pela experiência de vida dela, acreditamos que ela se sensibilizaria com uma doença que além de os deixar fisicamente deficiente ainda tem o agravante do sofrimento da dor diária, o que deixa o estado de um deficiente físico mil vezes mais grave. Ela não teve a capacidade de marcar uma reunião para nos ouvir, é incrível como o paredão de serviçais pode fazer com eles percam muito. Porque neste caso específico eles perderam muito. Somos no mínimo 40 milhões de brasileiros interessados prioritariamente neste assunto.
Porque estou dizendo isto? simplesmente para que todos entendam a dificuldade de que alguém nos ouça, e principalmente que se importe, então minha queridas guerreiras estamos gritando por todos os nossos poros por atendimento digno e socorro, e alguém designado por Deus, através das nossas orações nos deu ouvidos, se propôs  vestir nossa camisa, (camiseta) rsrs, então vamos orar muito por estas pessoas, vamos demonstrar nossa gratidão a Deus por ter nos ouvido e enviado este homem e esta mulher para andar conosco nesta luta. 

Próximo capítulo amanhã  dia 26/06. Quem nos dá vez, vóz e visão, mesmo antes de gritarmos nas ruas nossa indignação.
    Veja aqui o texto preparado como lembrete para a audiência pública, que infelizmente não tive tempo, e que posterior a todas as apresentações me manifestei de acordo com o tema em pauta. Mas o importante é que este chegou às mãos necessárias.  




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terça-feira, 4 de junho de 2013

Universidade de Liverpool revelam enzima que poderá ser responsável pela endometriose

Novos descobrimentos sobre a endometriose
Os estudos mais recentes apontam para uma nova possibilidade de que ao confirmar-se a causa da endometriose podem-se abrir novas opções para tratamentos definitivos e, quem sabe, até mesmo para a cura desta doença.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Abaixo-assinado Apoio ao Projeto de Lei em prol da Portadora de endometriose



Para: Presidenta Dilma Roussef, Ministra Eleonora Menicucci e Maria do Rosário Nunes
Ministra chefe da Secretaria de Direitos Humanos.


Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito.
A constituição da república Federativa do Brasil nos confere o direito de buscar direitos para todos, Neste caso,para a Mulher Portadora de endometriose.
Em especial à:
Excelentíssima Presidenta Dilma Rousseff. Presidente da República Federativa do Brasil.
Em atenção à:
Excelentíssima Senhora Eleonora Menicucci. Ministra da secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República
Excelentíssima Senhora Maria do Rosário Nunes. Ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
Capítulo ll seção ll. Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
“por melhores que sejam as intenções, mais uma vez, se dá a construção do silenciamento das minorias sociais e a reafirmação de sua subalternidade, já que é negado a estes atores o direito de vez e voz frente a estas iniciativas.”.(Prado e autores 2010 pag.40). Não se calem, participem. Podemos mudar toda e qualquer situação. Você é responsável pelo meio que vivemos.

A endometriose é uma moléstia enigmática que incapacita mais de 40% das portadoras de endometriose, são portadoras com deficiência física, mas não é considerada como tal pelos órgãos públicos.
É necessário que ela seja enquadrada como deficiência física. É fundamental e urgente que se aplique os direitos da pessoa com deficiência física às Mulheres portadoras de endometriose. Como já acontece em vários Países, sendo agora recentemente aprovada lei na Itália, como poderão consultar documentos nos links disponíveis neste.
Segue _ Abaixo:

Para se definir o que é deficiência utiliza-se o artigo 5º, Parágrafo 2º da Lei nº 8.112/1990 e o artigo 93 da Lei nº 8.213/1991, bem como para as demais proposituras legais que atinjam os interesses da pessoa portadora de deficiência frente ao mercado de trabalho, considera-se pessoa portadora de deficiência: aquela que apresenta, em caráter permanente, perdas ou anormalidades de sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, que gerem incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano. (artigo 3º, Decreto 914/1993). Leia-se a seguir que São direitos assegurados ao indivíduo com deficiência, na Constituição Federal de 1988, em relação ao trabalho e a assistência à pessoa com deficiência: Art.7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:
XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência;
Art.23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios:
II – Cuidar da saúde e assistência pública da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência.
Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal concorrentemente sobre:
XIV – proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer Poder da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e também, ao seguinte:
VIII – a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivo:
IV – a habilitação e a reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária;
V – a garantia de um salário mínimo de beneficio mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovar não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.
Art. 208. O dever do Estado com a Educação será efetivado mediante a garantia de:
III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de Ensino.
Há várias leis esparsas que apontam direitos desses cidadãos como a LOAS que assegura a garantia de um salário mínimo de beneficio mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovar não possuir meios de prover a própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.

Essa população, desapropriada da própria lei, encontra-se à margem da sociedade, ansiosa por garantias e desacreditada no seu valor como cidadã e no Estado, enquanto poder viabilizador da proteção dos seus direitos. Partindo desta problemática, fez-se necessário buscar caminhos na busca da eficácia dos direitos sociais. Assim, é nossa responsabilidade como assistente social e diretoras da Ong Acalentar, (acompanhem blog aendometrioseeu.blogspot.com), zelar pela família, grupo natural para o desenvolvimento da pessoa humana e base da sociedade, defendendo a prioridade de seus direitos e encorajando medidas que favoreçam sua estabilidade e integridade.
Precisamos de seu apoio para isto e para ajudar no reconhecimento da endometriose, uma moléstia enigmática que atinge 176milhões de mulheres no mundo, no Brasil estas mulheres são de 10 a 15 milhões. Endometriose é uma doença que faz sofrer e destrói tudo a sua volta como a perda da capacidade física de trabalhos causados por dor incapacitante. Ela começa a incapacitar após 8 a 10 anos de incubada, incapacita uma semana no período pré-menstrual e menstrual, depois vai para 15 dias, e finalmente coloca a paciente em prisão domiciliar, especificamente 90% do tempo em uma cama, com grande correria a hospitais e pronto-socorro aos gritos e desmaios de dor, trazendo com isto a perda do emprego, dos amigos, da família. 80% dos maridos abandonam estas mulheres que deixam de ser mulher, mãe, filha, amiga. (sentimento que assola grande parte das portadoras) Sendo na sua grande maioria descriminada e humilhada dentro de suas próprias casas, por mães, pais, irmãos, maridos, junto aos seus amigos, em seu trabalho e na sociedade. Considerada por muitos especialistas como a doença mais cruel que já se viu, exatamente pelo fato da portadora gritar para morrer e se livrar de tal dor, opressão, humilhação, angústia e tortura. Quando passa a dor, estas mulheres que são fortes e..., acreditam que vão melhorar isto por algumas horas completamente dopadas por morfina, dolantina, tramal, amplictil,... Elas convivem com uma doença de comportamento maligno que se apresenta como em estado terminal, mas não termina. Vivem-se anos a fio, morrendo por suas consequências seriíssimas, mas estatisticamente não se dá o óbito por endometriose, sim por várias sequelas causadas por ela, como por ex: enfarto, devido às medicações usadas por anos, problemas renais, entupimento das veias... Isto tudo e ainda temos que nos preocupar e correr muito e rápido devido ao alto grau de suicídio.
O fenômeno endometriose precisa ser reconhecido como uma doença social de interesse público, sob impacto significativo do ponto de vista econômico que é necessário para identificar potenciais custos diretos e indiretos;
É preciso identificar as vias de diagnóstico e tratamento para girar em torno da mulher e não da doença;
Fornecer informações e orientação para a adoção de políticas públicas, à luz das orientações brasileira e internacionais.
Para lidar com uma doença que afeta sua qualidade de vida individual e social. É, portanto, necessário mostrar grito sensibilidade de dor de quem sofre de endometriose. (doença capaz de falir famílias de alto poder aquisitivo, classe média fali nos primeiros anos, falência que se da financeira, familiar e social com a destruição da família).
Endometriose é uma desordem genética poligênica multifatorial, caracteriza-se pela presença de tecido endometrial ectópico que provoca uma reação inflamatória crônica. A maior parte dos focos de endometriose está localizada na pélvis (ovários, peritônio, ligamentos uterosacro cabo de Douglas e septo retovaginal), atingindo vários outros órgãos, como pulmões, diafragma...
A manifestação da doença varia de cisto pequenas lesões, fibrose endometriose e aderências de uma gravidade tal que subvertem o sistema mulher é reprodutiva.
Foram propostas muitas classificações de endometriose, mas a maioria utilizada é o da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.
(ASRM, 1997) identifica quatro estágios da doença (estágios I -. IV) Não há correlação entre a classificação, tipo e gravidade da doença.
Enquanto que nas formas infiltrantes a profundidade da lesão está correlacionada com dor.
É uma doença benigna, com etiologia incerta, típica da idade fértil, muitas vezes de início precoce, mesmo na idade da adolescência.
A doença é uma causa comum de dor, numa porcentagem de 40% totalmente incapacitantes, incluindo dismenorréia (dor durante a menstruação), dispareunia (dor durante a relação sexual), dor pélvica crônica e está em 30-40 por cento dos casos associados à infertilidade. Estes sintomas podem tornar-se crônica suficiente para acompanhar a mulher durante todo o período de reprodução, por esta razão, a endometriose é definida como uma doença que tem custos elevados em termos de saúde física e mental para a mulher que é afetada pode causar efeitos adversos sobre a qualidade da vida social, mesmo a mulher doente, com graves repercussões tanto no trabalho, tanto a nível pessoal (na família, nos relacionamentos e, em particular, nas relações).
É uma patologia a ser tratada de forma multidisciplinar, envolvendo figuras mais especializadas. O tratamento para a maioria da cirurgia deve ser individualizada, tendo em conta o problema clínico na sua totalidade: doença - dor pélvica crônica - infertilidade, incluindo os efeitos da doença e os efeitos do tratamento sobre qualidade de vida das mulheres. A escolha e prioridade de tratamento dependem por mais fatores: o tipo e gravidade dos sintomas, localização e gravidade da doença, um projeto de gravidez e idade da mulher. Não há evidência de que a terapia médica sozinha aumenta a fertilidade.
A endometriose é ao mesmo tempo subestimada, apenas uma pequena percentagem de mulheres que sofre sabe de estar afetada.
É claro que a omissão do diagnóstico há mais de nove anos como o efeito de não somente piorar o estado clínico da mulher, mas também a sua qualidade de vida. A endometriose está associada com dor "Globalmente" de saúde de alta e custos sociais.
Também implica custos econômicos significativos para o doente, até que vai de posse de um diagnóstico preciso, sua disponibilidade ter usado econômica e de tempo para os testes de diagnóstico, ultrassom, visitas especializadas ginecológicas e cirúrgicas, que geralmente não conduzem a certa doença, ou seja, para além da mulher vai ter é terapias medicamentosas tentadas muitas vezes não são reembolsadas pela saúde pública, com base na dor e inflamação, aliviando dor.
Uma vez confirmado o diagnóstico, a endometriose é configurado como uma doença particularmente difícil em sua gestão no nível.
Economia da saúde. Para além de todos os testes já mencionados acima, será proposto o tratamento cirúrgico para o paciente. Hoje, o "padrão ouro" é representado por laparoscopia cuja divulgação em nossa realidade hospitalar é limitada pela presença no território de centros capazes de lidar com a endometriose por laparoscopia e tratá-lo de uma maneira apropriada de acordo com as diretrizes atualmente propostos. Considere-se também que a mulher que sofre desta doença arrisca no curso de sua vida, uma ou mais cirurgia e, possivelmente, tomando medicamentos prescritos. Pode ser, que de fato, sugeriu tratamentos farmacológicos (análogos GnRH, danazol progestogénios) para reduzir os sintomas e a recorrência. Estas terapias médicas são longas e envolvem efeitos colaterais, muitas vezes significativos, ligados ao estado de menopausa iatrogênica. O Serviço Nacional de Saúde abrange o elevado custo inerente a estes tratamentos, nem sempre apoiado pela demonstração da eficácia do clinica.
Embora cerca de 25 por cento das mulheres é assintomática, a endometriose é uma dolorosa crônica. O diagnóstico da doença com base em sintomas sozinhos pode ser difícil, como os eventos e os sintomas são variados corolário, com variabilidade, muitas vezes, uma distração do intestino irritável à doença inflamatória pélvica. O resultado é muitas vezes um atraso entre as manifestações clínicas e diagnóstico da doença.
Os sintomas da doença são mais representativos:
dismenorreia grave, de 30 a 90 por cento dos casos;
não-cíclico dor pélvica, 26 a 60 por cento (45 por cem os dados fornecidos pelo grupo italiano para o Estudo da endometriose);
dispareunia profunda, 16 a 45 por cento;
dor ovulatória;
sintomas cíclicos ou perimenstrual (intestino ou bexiga) ou associados menor sangramento.
Endometriose e dor
A variabilidade na prevalência de sintomas reflete tanto a diferente expressão da doença em causa dor, é uma percepção individual diferente. Os mecanismos que determinam a aparência, a intensidade, o tipo de sintomas e as relações com os diferentes aspectos e locais de lesões ainda estão sendo estudados. A inflamação peritoneal, infiltração dano nervoso direto de tecido, a libertação de mediadores químicos da dor, a formação de aderências e contratura da cicatriz ou endometriomas ruptura são os mecanismos responsáveis para a dor.
Alguns investigadores têm observado que o fator de crescimento dos nervos, um importante mediador da dor é aumentada na presença de endometriose profunda. A presença de endometriose profunda infiltração dos tecidos, isto é, para uma profundidade maior do que 5 mm é associada com dor pélvica e intensidade dispareunia profundidade elevada associação entre a maioria das condições mórbidas está presente em cerca de 30 por cento dos casos, com um claro efeito negativo sobre a intensidade dos sintomas.
Apoiem nossa proposta de projeto de lei que inclui: Políticas Públicas em prol da endometriose (Devidamente Registrada em cartório)
Questão de Saúde Educação e Cultura.
Reconhecer a endometriose como uma doença social
Enquadrar a endometriose como deficiência física, e trazer para a portadora os mesmos direitos.
Criar um dia nacional para divulgação e informações sobre a endometriose em toda e completa forma de expressão, como incluir todas as mídias, jornais, televisão, revistas, rádios, internet, enfim todos os meio viáveis.
Apoiar estudos e pesquisas em prol da endometriose, priorizar com emergência, pois suas mulheres estão sofrendo muito.
Apoiar toda forma externa, além dos serviços públicos direcionados a endometriose. Como no caso A.M.O.O, Acalentar Ministério & Organizações e ONGs. Em busca da casa e afins para atendimento a portadora. Neste caso além de dispor de recursos públicos, direcionando e indicando e incentivando com ênfase empresários para apoiar. Dar condições e apoio a palestras e orientações familiares, em postos de saúde, hospitais, empresas, igrejas, escolas e afins, ajudando com impressos de divulgações, passagens e hospedagem, bem como remuneração apropriada aos palestrantes e profissionais para eventos. Procurando apoiar toda forma externa de associações e ONGs para que haja amplo conhecimento desta moléstia.
Criar políticas públicas para tratamento multidisciplinar adequado a portadora endometriose em todo território nacional, com toda estrutura incluindo médicos ginecologistas com especialidade em endometriose e fertilização in vitro, grupo especializado em dor, psicologia, psiquiatria, e especialistas em diversas áreas necessárias ao tratamento da mulher. Inclusive transporte gratuito de uma cidade a outra, de um Estado a outro sem burocracia, os melhores especialistas estão nos grandes centros, à maioria precisa estar com estes especialistas. Esta passagem pode ser liberada mesmo sem encaminhamento médico, basta o diagnóstico de endometriose. O profissional dificulta esta transferência muitas vezes por questão de ego, fazendo verdadeiras atrocidades aqui indiscutíveis no momento.
Criar condições gratuitas de fertilização imediatas a portadora de endometriose.
Criar atendimento a domicílio com cuidadores (como já tem nos postos para idosos, que ajudam alguns dias nos afazeres, acompanham para médico, ou saídas) e médicos a pacientes graves, ou transporte adequado e disponível a portadora, já que o grau de dor é altíssimo, não há condições de ficar em qualquer lugar a espera de carro.
Ver a possibilidade de internações para estas portadoras, por quanto tempo se faz necessário, ou seja fica 15 dias, depois fica mais 10 e assim em todo o tratamento, porque é muito fácil falar para a paciente que ela está chamando a atenção, que está louca, o tratamento é feito todo em casa salvando-se as corridas às emergências, eles os médicos, não acompanham de perto. Além disso o Governo deve dar apoio incondicional a família. Cabe à família, na maioria das vezes, a responsabilidade pelo apoio físico, emocional, social e psicológico ao familiar doente. Para cumprir o papel de mantenedora, esta família necessita, além dos recursos institucionais, do preparo e do apoio de profissionais que a orientem, para que ela possa conviver de forma saudável com a pessoa em situação de sofrimento e dor.
Ampliar a rede de especialistas em exames específicos para a portadora, como ex: ultrassom com Doppler, (só com especialista específico se encontra resultados. Segundo o Dr. Flávio muitos médicos não encontram o procuram quando acham. Ele diz: Quem não sabe o que procura, quando acha não encontra. E isto é muito comum, cometen-se crimes brutais com as portadoras, além de chamá-las de loucas, manhosas e muito mais, ainda fazem com que o acompanhante leve este descrédito para casa, passando a todos, desacreditando-a em seu próprio meio, fazendo com que a convivência difícil fique insuportável pela total falta de respeito, descrédito e incompreensão). Isto acontece muito na ressonância também, tomografia e outros.
Ampliar a rede de especialistas, com especialização a mais como o atendimento a pessoa humana, o tratamento cordial. Eles tratam pessoas, e pessoas debilitadas, sofredoras sem nenhum respeito e consideração, é fundamental investir em relações humanas com este s médicos, claro que isto vale para todos, mas especialmente nestes casos onde as pessoas quando chegam são fragmentos de pessoas, totalmente em frangalhos, e a maioria conseguem sair dali mais divididos ainda, pedindo a morte em sua grande maioria. Ao procurar alguém para tratar a portadora cria uma expectativa de socorro, milagre, apoio, e encontra muitas vezes ironia, descaso e desprezo.
Criar meios de a portadora receber o LOAS, ou dar direito de aposentaria. Muitas passam muita fome, e as que têm filhos pior ainda, uma grande maioria não tem sequer condições para ir ao médico, fazer exames ou qualquer forma de tratamento por não ter dinheiro para o ônibus, isto quando aguenta andar de ônibus ou metro. ( o mais importante, evitar toda e qualquer burocracia, já que se trata de pessoas com total dificuldade de correr atrás de seus direitos, pensem principalmente nisto, não basta dar o benefício tem que dar condições de adquiri-lo, pensando no sofrimento e dor destas pacientes, digo isto por já haver presenciado portadoras perderem grandes valores pela impossibilidade de buscá-los)
Criar oportunidades de trabalho dentro da possibilidade de cada uma, o próprio governo pode levar trabalho a estas portadoras, fazendo com que aumentem a renda, já que o custo de vida se torna alto demais. Ex: treinar equipes e levar cal. Center de atendimento público nas casas, isto é possível e real, pode ser feito, basta o mínimo de vontade, Ter uma política de incentivar empresas a levar estes serviços a ela, como também várias oficinas para prestação de serviços, Ex: uma empresa de bijuterias, levar montagem, onde a portadora monta na cama com a ajuda da família.
Programas de ação comunitária para a saúde pública. Desta forma, você irá aumentar a investigação sobre as causas, prevenção e tratamento da endometriose;
Conforme explanações de Prado e autores (2010, p. 40), é necessário tratar pessoas como sujeito psicossocial, conceito este que possibilita entender a identidade não como um produto composto apenas por características individuais da pessoa, mas compreender que a identidade é formada a partir do convívio social, que ela é histórica e influenciada pelas hierarquias sociais:
Não é difícil encontrarmos projetos sociais hierarquizados que não ganham adesão dos destinatários por não levarem em conta as especificidades sociais e a implicação dos sujeitos na construção das alternativas políticas da qual fazem parte.Iniciativas como esta ao mesmo tempo em que partem do princípio de que sujeitos inferiorizados, não são capazes de argumentar sobre o próprio destino e sobre os caminhos políticos pelos quais são amparados pelo Estado: reforçam este mesmo princípio, pois ao encontrarem sua ineficácia á atribuem á incapacidade ou indolência dos sujeitos atendidos.

Vamos lutar juntos, sem distinção de grupos, raça, cor, etnias, credo religioso.

Autoria Maria Helena Nogueira,
Presidente do Acalentar Ministério & Organizações ONGs.
Portadora e autora do livro O Sequestro de Uma vida. Livro que mostra e desmascara a endometriose, lido por todos os países que falam a língua portuguesa com ênfase no Brasil e Portugal. Está sendo traduzido em Inglês e Espanhol a pedidos das organizações de endometriose e portadoras nestes países. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Lesão endometrial intencional pode aumentar a probabilidade de gravidez clínica


 Conforme estudo:  Em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida (ART), lesão endometrial intencional, realizado no mês anterior ao do ciclo de transferência de embriões pode aumentar a probabilidade de gravidez clínica e viver o nascimento.


Ferindo intencionalmente o endométrio através de biópsias endometrial ou curetagem antes da transferência do embrião, pode aumentar as chances de implantação e de ajuda ao desenvolvimento embrionário, o que, melhora muito as chances de nascimento. A eficácia e segurança dessa prática permanece desconhecida.
Há a hipótese por trás dessa prática é que a lesão do endométrio desencadeia uma secreção grande de fatores de crescimento e citocinas no processo de cicatrização de feridas, o que pode ajudar a implantação.

Usando cinco ensaios clínicos randomizados que compararam lesão endometrial intencional antes da transferência de embriões em mulheres submetidas a ART sem intervenção ou com um processo de simulação que não causou lesão endometrial, os pesquisadores avaliaram a eficácia ea segurança da prática. Um total de 591 mulheres foram incluídas. Numa análise de subgrupos, os resultados foram comparados por lesão no ciclo anterior e lesão no dia da aspiração folicular.
No subgrupo de ciclo anterior, o procedimento para a lesão intencional foi realizada dentro de 1 mês antes do início da indução da ovulação. A intervenção mais do que duplicou as chances de uma gravidez clínica (4 ensaios, ou, 2,61) e um parto ao vivo (2 estudos, ou, 2,46) 0,1 Não houve relatos de dor ou sangramento em qualquer uma das quatro provas. Informação imprecisa sobre as chances de gravidez por aborto clínica impediu os autores de desenvolver qualquer conclusão significativa sobre a relação entre a lesão endometrial intencional e aborto.
No subgrupo dia da recuperação de oócitos, lesão endometrial ocorreu poucos dias antes de o embrião foi transferido para o útero. A probabilidade de gravidez clínica (1 estudo; OR, 0,30) e a gravidez em curso foram significativamente reduzidos (1 estudo; OR, 0,28). 1 Tal como acontece com os ensaios utilizados no subgrupo ciclo anterior, o processo para o subgrupo de dia-fez não relatar efeitos adversos relacionados com a prática.
Para entender melhor a segurança de lesão endometrial, estudos futuros devem avaliar se a prática está associada a efeitos adversos, como dor e sangramento, e como a prática diz respeito à gravidez múltipla ou aborto.
Pontos pertinentes:
- lesão endometrial realizada no mês antes de iniciar a indução da ovulação aumenta as taxas de gravidez clínica e nascido vivo em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida.
- Executar lesão endometrial no dia da aspiração folicular reduz significativamente as taxas de gravidez clínica e gravidez em curso .

 Fonte: 
 Nastri CO, Gibreel A, Raine Fenning-N, et al. Lesões endometriais em mulheres submetidas a técnicas de reprodução assistida. Cochrane Database Syst Rev. 2012; 7: CD009571. 
 Barash A, Dekel N, Fieldust S, et al. Lesão local ao endométrio duplica a incidência de gestações bem sucedidas em pacientes submetidos à fertilização in vitro. Fertil Steril. 2003; 79:1317-1322. 

 Narvekar SA, Gupta N, N Shetty, et al. Será lesões endometriais local no ciclo nontransfer melhorar o resultado IVF-ET no ciclo subsequente, em pacientes com FIV sem sucesso anterior? Um estudo piloto controlado randomizado. J Hum Reprod Sci. 2010; 3:15-19

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Resultados cirúrgicos e acompanhamento a longo prazo após ressecção retossigmoide laparoscópica em mulheres com endometriose infiltrativa profunda.

  R. Seracchioli   1 ,  G. Poggioli  ,  F Pierangeli  ,  L Manuzzi  ,  B Gualerzi  ,  L Savelli  ,  V Remorgida  ,  M Mabrouk  ,  S Venturol...