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Trata-se de um estudo clínico que investigou os efeitos de um programa de cuidados de enfermagem sobre a qualidade de vida da mulher com endometriose. Antes de continuar, acredito que definir alguns termos e siglas pode melhorar a fluidez do texto e ajudar na sua compreensão. São eles:
• ENCP: abreviação para Endometriosis Nursing Care Program (Programa de Cuidados de Enfermagem na Endometriose);
• EHP-5 (Endometriosis Health Profile): em português: Perfil de Saúde da Endometriose.É a versão reduzida do questionário médico utilizado para avaliar o impacto da endometriose na qualidade de vida das mulheres;
• HPLP-II (Health-Promoting Lifestyle Profile II): é um questionário validado internacionalmente, usado para medir o grau de adesão de uma pessoa a um estilo de vida promotor de saúde.
Nota ao leitor: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo, sem finalidade de lucro. O texto apresenta uma síntese, em linguagem acessível, de um estudo científico, com indicação da fonte original.
Uma pesquisa conduzida por Ayse Gul Bursa e Nevin Sahin, publicada em 2026 na revista científica Scientific Reports, avaliou os efeitos de um programa de cuidados de enfermagem sobre a qualidade de vida e os comportamentos relacionados a um estilo de vida saudável em mulheres com endometriose.
Trata-se de um estudo clínico que investigou os efeitos de um programa de cuidados de enfermagem sobre a qualidade de vida da mulher com endometriose. Antes de continuar, acredito que definir alguns termos e siglas pode melhorar a fluidez do texto e ajudar na sua compreensão. São eles:
• ENCP: abreviação para Endometriosis Nursing Care Program (Programa de Cuidados de Enfermagem na Endometriose);
• EHP-5 (Endometriosis Health Profile): em português: Perfil de Saúde da Endometriose.É a versão reduzida do questionário médico utilizado para avaliar o impacto da endometriose na qualidade de vida das mulheres;
• HPLP-II (Health-Promoting Lifestyle Profile II): é um questionário validado internacionalmente, usado para medir o grau de adesão de uma pessoa a um estilo de vida promotor de saúde.
Nota ao leitor: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educativo, sem finalidade de lucro. O texto apresenta uma síntese, em linguagem acessível, de um estudo científico, com indicação da fonte original.
Uma pesquisa conduzida por Ayse Gul Bursa e Nevin Sahin, publicada em 2026 na revista científica Scientific Reports, avaliou os efeitos de um programa de cuidados de enfermagem sobre a qualidade de vida e os comportamentos relacionados a um estilo de vida saudável em mulheres com endometriose.
O estudo foi conduzido para determinar o efeito do ENCP, desenvolvido de acordo com o Health Promotion Model (Modelo de Promoção da Saúde) para mulheres com endometriose, na qualidade de vida e nos comportamentos de estilo de vida saudáveis das mulheres.
Foi um ensaio clínico prospectivo, aleatorizado, unicêntrico e controlado, conduzido com 46 mulheres que responderam ao questionário de Perfil de Saúde da Endometriose e obtiveram pontuação maior ou igual a 22. As participantes foram designadas, aleatoriamente, a dois grupos: um de intervenção e outro grupo de controle. O primeiro obteve a atenção do ENCP e o outro recebeu cuidados de rotina.
Para analisar os dados, foi definida uma estatística significativa de p<0,05, onde o valor de ‘p’ avalia a probabilidade de os resultados encontrados terem acontecido por puro acaso. O grupo que se beneficiou do ENCP, obteve o valor p<0,001 após a intervenção e resultados positivos em ambos desfechos do estudo.O primeiro medido pelo EHP-5, mostrava no início do estudo a pontuação média no questionário de 61,8 pontos e o desvio padrão de 11,4 e após a intervenção, a média do grupo caiu drasticamente para 32,1 pontos. Levando em conta que o EHP-5 é utilizado para avaliar o impacto da endometriose na qualidade de vida de pacientes, pontuações mais altas indicam pior qualidade de vida. . Portanto, o trecho mostra que a intervenção de cuidados analisada indicam uma melhora expressiva na pontuação de qualidade de vida no grupo que recebeu o programa, pois reduziu significativamente a média de pontuação dos sintomas (de 61,8 para 32,1), o que representa uma melhora expressiva na qualidade de vida dos pacientes estudados. O segundo desfecho foi avaliado pelo HPLP-II e a pontuação média aumentou de 132,04 antes da intervenção para 164,17 após o programa, indicando melhora nos comportamentos avaliados.
Foi um ensaio clínico prospectivo, aleatorizado, unicêntrico e controlado, conduzido com 46 mulheres que responderam ao questionário de Perfil de Saúde da Endometriose e obtiveram pontuação maior ou igual a 22. As participantes foram designadas, aleatoriamente, a dois grupos: um de intervenção e outro grupo de controle. O primeiro obteve a atenção do ENCP e o outro recebeu cuidados de rotina.
Para analisar os dados, foi definida uma estatística significativa de p<0,05, onde o valor de ‘p’ avalia a probabilidade de os resultados encontrados terem acontecido por puro acaso. O grupo que se beneficiou do ENCP, obteve o valor p<0,001 após a intervenção e resultados positivos em ambos desfechos do estudo.O primeiro medido pelo EHP-5, mostrava no início do estudo a pontuação média no questionário de 61,8 pontos e o desvio padrão de 11,4 e após a intervenção, a média do grupo caiu drasticamente para 32,1 pontos. Levando em conta que o EHP-5 é utilizado para avaliar o impacto da endometriose na qualidade de vida de pacientes, pontuações mais altas indicam pior qualidade de vida. . Portanto, o trecho mostra que a intervenção de cuidados analisada indicam uma melhora expressiva na pontuação de qualidade de vida no grupo que recebeu o programa, pois reduziu significativamente a média de pontuação dos sintomas (de 61,8 para 32,1), o que representa uma melhora expressiva na qualidade de vida dos pacientes estudados. O segundo desfecho foi avaliado pelo HPLP-II e a pontuação média aumentou de 132,04 antes da intervenção para 164,17 após o programa, indicando melhora nos comportamentos avaliados.
Já no grupo de controle, que recebeu os cuidados de rotina, não foram observadas mudanças estatisticamente significativas nesses resultados.
Os resultados sugerem que intervenções estruturadas de enfermagem podem desempenhar um papel importante no cuidado abrangente à endometriose.
Os resultados sugerem que intervenções estruturadas de enfermagem podem desempenhar um papel importante no cuidado abrangente à endometriose.
O estudo foi desenvolvido como um ensaio clínico controlado, aleatorizado, unicêntrico e prospectivo, de acordo com as diretrizes CONSORT (Consolidated Standards of Reporting Trials).
O estudo foi conduzido numa Clínica Ambulatorial de Endometriose de um hospital de ensino e pesquisa na Turquia entre maio de 2021 e maio de 2022.
Foram elegíveis para inclusão, mulheres na faixa etária entre 20 e 45 anos, diagnosticadas com endometriose e pontuação igual ou maior a 22 no questionário EHP-5 (o que indicava comprometimento da qualidade de vida segundo os critérios adotados no estudo).
Inicialmente, foram recrutadas 52 mulheres. Durante o estudo, seis foram excluídas da análise final: quatro engravidaram e duas se mudaram para outra cidade. Assim, os resultados foram analisados com base em 46 participantes, divididas igualmente entre dois grupos: 23 receberam o Programa de Cuidados de Enfermagem na Endometriose (ENCP), enquanto outras 23 formaram o grupo de controle, que recebeu os cuidados de rotina.
Entre os critérios de exclusão estavam dificuldades de comunicação e diagnóstico de doença psiquiátrica.
O programa ENCP foi desenvolvido com base no Modelo de Promoção da Saúde e aplicado individualmente, em duas sessões presenciais de aproximadamente 60 minutos, com intervalo de duas semanas. As sessões foram conduzidas por uma enfermeira pesquisadora com formação em cuidados de saúde da mulher, aconselhamento sobre endometriose e promoção da saúde. O grupo de controle recebeu os cuidados de rotina.
Para coletar os dados, os pesquisadores utilizaram quatro instrumentos: três questionários e um formulário de feedback. O primeiro foi um questionário demográfico elaborado com base na literatura e continha 50 perguntas, distribuídas em seis seções. Reunia informações sociodemográficas e dados sobre histórico médico geral, obstétrico, menstrual, de endometriose, sexual e de infertilidade.
A qualidade de vida foi avaliada pelo EHP-5, questionário específico para medir o impacto da endometriose nessa área. analisando aspectos centrais como dor, impotência, bem-estar emocional, entre outros.Também inclui áreas específicas relacionadas ao trabalho, aos relacionamentos com os filhos, à vida sexual, aos profissionais de saúde, ao tratamento e à infertilidade.Utiliza uma escala de pontuação que varia de 0 a 4, sendo que valores mais altos indicam pior qualidade de vida.
Os comportamentos relacionados à promoção da saúde foram avaliados pelo HPLP-II, instrumento com 52 itens que abrange seis dimensões: responsabilidade pela saúde, atividade física, nutrição, autorrealização, relações interpessoais e gerenciamento do estresse. Sua pontuação varia de 52 a 208 e as pontuações mais altas indicam maior presença desses comportamentos.
Por fim, o formulário de feedback desenvolvido pelos pesquisadores, composto de 16 perguntas, de modo a avaliar a satisfação das participantes com o programa ENCP, a realização das práticas recomendadas e sugestões de melhoria.
As mulheres atendidas na Clínica de Endometriose foram abordadas individualmente pela pesquisadora e, após receberem informações sobre a pesquisa, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Elas também foram informadas de que poderiam desistir da participação a qualquer momento.
Antes da distribuição aleatória entre os grupos, as participantes elegíveis foram informadas de que fariam parte de um estudo sobre endometriose, sem receber detalhes sobre o programa ENCP ou saber previamente qual grupo integrariam.
O grupo de intervenção participou de duas sessões presenciais e individuais do programa, com duração aproximada de 60 minutos cada e intervalo de duas semanas. O grupo de controle recebeu os cuidados habituais. As avaliações dos resultados foram realizadas oito semanas após a conclusão da intervenção.
O Programa de Cuidados de Enfermagem na Endometriose foi desenvolvido com base no Modelo de Promoção da Saúde, de Pender, e adaptado às características e experiências individuais das participantes.
Aplicado individualmente, em duas sessões presenciais de aproximadamente 60 minutos, com intervalo de duas semanas, o programa foi conduzido por uma enfermeira pesquisadora especializada em saúde da mulher e capacitada em aconselhamento sobre endometriose e promoção da saúde.
De acordo com a Tabela 1 do estudo, a primeira etapa abordou informações sobre a endometriose, incluindo fatores de risco, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e complicações, além das experiências anteriores das participantes e dos fatores que influenciavam sua qualidade de vida.
Na etapa seguinte, foram discutidos os benefícios e os obstáculos à adoção de hábitos saudáveis, a confiança das participantes na própria capacidade de realizar mudanças, a importância do apoio de familiares e amigos e a influência do ambiente na manutenção desses comportamentos.
Por fim, o programa contemplou o planejamento de ações para melhorar a qualidade de vida e iniciar ou manter hábitos saudáveis, considerando as necessidades e preferências individuais.
No que diz respeito aos aspectos éticos, o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina Cerrahpaşa, em Istambul, e contou com autorização das instituições envolvidas. A pesquisa seguiu os princípios da Declaração de Helsinque, e todas as participantes forneceram consentimento voluntário por escrito. Após a coleta de dados, o programa de cuidados também foi oferecido ao grupo de controle, por razões éticas. O ensaio foi registrado no ClinicalTrials.gov sob o número NCT05402943.
Chegando aos resultados, o desfecho do estudo contou com 46 mulheres que o concluíram, divididas entre os grupos de controle, que receberam cuidados de rotina e o grupo que recebeu o programa ENCP. Os grupos apresentavam características gerais comparáveis no início da pesquisa.
Foram avaliados a qualidade de vida, através do questionário EHP-5 e comportamentos promotores da saúde utilizando o questionário HPLP-II, como já citado anteriormente.
No grupo ENCP, foram observadas melhoras em diferentes dimensões da qualidade de vida, além de apresentar melhora nas seis dimensões avaliadas pelo HPLP-II: responsabilidade com a saúde, atividade física, nutrição, autorrealização, relações interpessoais e manejo do estresse. Por fim, todas as 23 participantes do grupo ENCP relataram satisfação com o programa e afirmaram que seus conhecimentos sobre endometriose haviam aumentado.
Uma informação relevante é de que na comparação entre os grupos após a intervenção, não houve diferença estatisticamente significativa em três dimensões: relacionamento com os filhos, relação com profissionais de saúde e infertilidade.
As informações básicas das participantes, bem como as comparações dos resultados das pontuações entre os grupos estão detalhadas em três tabelas distintas que podem ser consultadas no artigo original: Artigo original (em inglês).
Chegando aos finalmentes, o artigo mostra que o grupo que obteve os cuidados do ENCP apresentou resultados positivos entre as participantes. Os autores consideram que intervenções estruturadas de enfermagem podem ter um papel importante no cuidado multidisciplinar oferecido às mulheres com endometriose.
Os pesquisadores reforçam a importância da conscientização do público geral, bem como dos profissionais de saúde e sugerem que programas de certificação devem ser implementados para melhorar a qualidade dos cuidados. Ainda defendem (e este ponto eu colocaria acima de tudo) que as mulheres sejam ativas nas decisões sobre seu tratamento e cuidado.
O estudo se limitou a um pequeno grupo de amostra, então os resultados não devem ser generalizados e o curto período de acompanhamento também impediu avaliar se os efeitos da intervenção se mantêm a longo prazo.
Hello everyone. After some time without updating here, we're back with a very important article!
This is a clinical study that investigated the effects of a nursing care program on the quality of life of women with endometriosis. Before continuing, please note that defining some terms and acronyms can improve the flow of the text and help with your understanding. They are:
• ENCP: abbreviation for Endometriosis Nursing Care Program;
• EHP-5 (Endometriosis Health Profile): in Portuguese: Endometriosis Health Profile. It is the abbreviated version of the medical questionnaire used to assess the impact of endometriosis on women's quality of life;
• HPLP-II (Health-Promoting Lifestyle Profile II): is an internationally validated questionnaire used to measure a person's degree of adherence to a health-promoting lifestyle.
Note to the reader: This content is for informational and educational purposes only, with no profit motive. The text presents a summary, in accessible language, of a scientific study, indicating the original source.
A study conducted by Ayse Gul Bursa and Nevin Sahin, published in 2026 in the scientific journal Scientific Reports, evaluated the effects of a nursing care program on the quality of life and healthy lifestyle behaviors in women with endometriosis.
The study was conducted to determine the effect of the ENCP (Endometriosis Care Program), developed according to the Health Promotion Model for women with endometriosis, on the quality of life and healthy lifestyle behaviors of women.
It was a prospective, randomized, single-center, controlled, limited clinical trial with 46 women who answered the Endometriosis Health Profile questionnaire and obtained scores greater than or equal to 22. Participants were randomly assigned to two groups: an intervention group and a control group. The first received ENCP care and the other received routine care.
To analyze the data, a significant statistic of p<0.05 was defined, where the value of ‘p’ assesses the probability that the results found occurred by pure chance. The group that benefited from the ENCP obtained a p-value<0.001 after the intervention and positive results in both study outcomes. The first, measured by the EHP-5, showed an average score of 61.8 points and a standard deviation of 11.4 at the beginning of the study, and after the intervention, the group average dropped to 32.1 points. Considering that the EHP-5 is used to assess the impact of endometriosis on patients' quality of life, higher scores indicated a worse quality of life. Therefore, the excerpt shows that the care intervention demonstrates a significant improvement in the quality of life classification in the group that received the program, as it significantly increases the average symptom score (from 61.8 to 32.1), which represents a significant improvement in the quality of life of the patients studied.
In the control group, which received routine care, no statistically significant changes were observed in these results.
The results suggest that structured nursing interventions can play an important role in comprehensive endometriosis care.
The study was developed as a randomized, single-center, prospective controlled clinical trial, in accordance with the CONSORT (Consolidated Standards of Reporting Trials) guidelines.
The study was conducted at an Endometriosis Outpatient Clinic of a teaching and research hospital in Turkey between May 2021 and May 2022.
Eligible participants were women aged 20 to 45 years, classified as having endometriosis and scoring 22 or higher on the EHP-5 questionnaire (indicating impaired quality of life according to the study's criteria).
Initially, 52 women were recruited. During the study, six were removed from the final analysis: four became pregnant and two moved to another city. Thus, the results were analyzed based on 46 participants, divided equally between two groups: 23 received the Endometriosis Nursing Care Program (ENCP), while another 23 formed the control group, which received routine care.
Exclusion criteria included communication difficulties and a diagnosis of psychiatric illness.
The ENCP program was developed based on the Health Promotion Model and applied individually, in two face-to-face sessions of approximately 60 minutes each, with a two-week interval. The sessions were conducted by a nurse researcher with training in women's health care, endometriosis counseling, and health promotion. The control group received routine care.
To collect the data, the researchers used four instruments: three questionnaires and a feedback form. The first was a demographic questionnaire developed based on the literature and contained 50 questions, distributed in six sections. It gathered sociodemographic information and data on general, obstetric, menstrual, endometriosis, sexual, and infertility medical history.
Quality of life was assessed using the EHP-5, a questionnaire specifically designed to measure the impact of endometriosis in this area, analyzing key aspects such as pain, impotence, emotional well-being, among others. It also includes specific areas related to work, relationships with children, sex life, healthcare professionals, treatment, and infertility. It uses a scoring scale ranging from 0 to 4, with higher values indicating poorer quality of life.
Behaviors related to health promotion were assessed using the HPLP-II, an instrument with 52 items covering six dimensions: responsibility for health, physical activity, nutrition, self-realization, interpersonal relationships, and stress management. Their scores range from 52 to 208, with higher scores indicating a greater presence of these behaviors.
Finally, the feedback form developed by the researchers, consisting of 16 questions, was designed to assess participants' satisfaction with the ENCP program, the implementation of recommended practices, and suggestions for improvement.
The women seen at the Endometriosis Clinic were approached individually by the researcher and, after receiving information about the research, signed the informed consent form. They were also informed that they could withdraw from participation at any time.
Before random assignment to the groups, eligible participants were informed that they would be part of a study on endometriosis, without receiving details about the ENCP program or knowing in advance which group they would be in.
The intervention group participated in two face-to-face, individual sessions of the program, lasting approximately 60 minutes each, with a two-week interval. The control group received the usual care. Outcome assessments were conducted eight weeks after the intervention was completed.
The Nursing Care Program for Endometriosis was developed based on Pender's Health Promotion Model and adapted to the individual characteristics and experiences of the participants.
Applied individually, in two face-to-face sessions of approximately 60 minutes, with a two-week interval, the program was conducted by a research nurse specializing in women's health and trained in endometriosis counseling and health promotion.
According to Table 1 of the study, the first stage addressed information about endometriosis, including risk factors, signs and symptoms, diagnosis, treatment and complications, as well as the participants' previous experiences and the factors that influenced their quality of life.
In the next stage, the benefits and obstacles to adopting healthy habits, the participants' confidence in their own ability to make changes, the importance of support from family and friends, and the influence of the environment on maintaining these behaviors were discussed.
Finally, the program included the planning of actions to improve quality of life and initiate or maintain healthy habits, considering individual needs and preferences.
Regarding ethical aspects, the study was approved by the Clinical Research Ethics Committee of Cerrahpaşa Medical School in Istanbul and had authorization from the institutions involved. The research followed the principles of the Declaration of Helsinki, and all participants provided voluntary written consent. After data collection, the care program was also offered to the control group for ethical reasons. The trial was registered on ClinicalTrials.gov under number NCT05402943.
Regarding the results, the study outcome included 46 women who completed it, divided between the control group, which received routine care, and the group that received the ENCP program. The groups had comparable general characteristics at the beginning of the research.
Quality of life was assessed using the EHP-5 questionnaire, and health-promoting behaviors were assessed using the HPLP-II questionnaire, as previously mentioned.
In the ENCP group, improvements were observed in different dimensions of quality of life, in addition to improvements in the six dimensions assessed by the HPLP-II: responsibility for health, physical activity, nutrition, self-realization, interpersonal relationships, and stress management. Finally, all 23 participants in the ENCP group reported satisfaction with the program and stated that their knowledge about endometriosis had increased.
Relevant information is that in the comparison between the groups after the intervention, there was no statistically significant difference in three dimensions: relationship with children, relationship with health professionals, and infertility.
The basic information of the participants, as well as the comparisons of the score results between the groups, are detailed in three separate tables that can be consulted in the original article.
Finally, the article shows that the group that received care from ENCP presented positive results among the participants. The authors consider that structured nursing interventions can play an important role in the multidisciplinary care offered to women with endometriosis.
The researchers reinforce the importance of raising awareness among the general public, as well as healthcare professionals, and suggest that certification programs should be implemented to improve the quality of care. They also advocate (and this point I would place above all) that women be active in decisions about their treatment and care.
The study was limited to a small sample group, so the results should not be generalized, and the short follow-up period also prevented assessing whether the effects of the intervention are maintained in the long term.
REFERÊNCIA:
BURSA, Ayse Gul; SAHIN, Nevin. Effect of nursing care program on healthy lifestyle behaviours and quality of life in women with endometriosis: a randomised controlled trial. Scientific Reports, 2026.
Link para o artigo original:
Acessar a pesquisa na Scientific Reports
DOI permanente:
https://doi.org/10.1038/s41598-026-73552-1
Licença do artigo:
Creative Commons CC BY-NC-ND 4.0
O estudo foi conduzido numa Clínica Ambulatorial de Endometriose de um hospital de ensino e pesquisa na Turquia entre maio de 2021 e maio de 2022.
Foram elegíveis para inclusão, mulheres na faixa etária entre 20 e 45 anos, diagnosticadas com endometriose e pontuação igual ou maior a 22 no questionário EHP-5 (o que indicava comprometimento da qualidade de vida segundo os critérios adotados no estudo).
Inicialmente, foram recrutadas 52 mulheres. Durante o estudo, seis foram excluídas da análise final: quatro engravidaram e duas se mudaram para outra cidade. Assim, os resultados foram analisados com base em 46 participantes, divididas igualmente entre dois grupos: 23 receberam o Programa de Cuidados de Enfermagem na Endometriose (ENCP), enquanto outras 23 formaram o grupo de controle, que recebeu os cuidados de rotina.
Entre os critérios de exclusão estavam dificuldades de comunicação e diagnóstico de doença psiquiátrica.
O programa ENCP foi desenvolvido com base no Modelo de Promoção da Saúde e aplicado individualmente, em duas sessões presenciais de aproximadamente 60 minutos, com intervalo de duas semanas. As sessões foram conduzidas por uma enfermeira pesquisadora com formação em cuidados de saúde da mulher, aconselhamento sobre endometriose e promoção da saúde. O grupo de controle recebeu os cuidados de rotina.
Para coletar os dados, os pesquisadores utilizaram quatro instrumentos: três questionários e um formulário de feedback. O primeiro foi um questionário demográfico elaborado com base na literatura e continha 50 perguntas, distribuídas em seis seções. Reunia informações sociodemográficas e dados sobre histórico médico geral, obstétrico, menstrual, de endometriose, sexual e de infertilidade.
A qualidade de vida foi avaliada pelo EHP-5, questionário específico para medir o impacto da endometriose nessa área. analisando aspectos centrais como dor, impotência, bem-estar emocional, entre outros.Também inclui áreas específicas relacionadas ao trabalho, aos relacionamentos com os filhos, à vida sexual, aos profissionais de saúde, ao tratamento e à infertilidade.Utiliza uma escala de pontuação que varia de 0 a 4, sendo que valores mais altos indicam pior qualidade de vida.
Os comportamentos relacionados à promoção da saúde foram avaliados pelo HPLP-II, instrumento com 52 itens que abrange seis dimensões: responsabilidade pela saúde, atividade física, nutrição, autorrealização, relações interpessoais e gerenciamento do estresse. Sua pontuação varia de 52 a 208 e as pontuações mais altas indicam maior presença desses comportamentos.
Por fim, o formulário de feedback desenvolvido pelos pesquisadores, composto de 16 perguntas, de modo a avaliar a satisfação das participantes com o programa ENCP, a realização das práticas recomendadas e sugestões de melhoria.
As mulheres atendidas na Clínica de Endometriose foram abordadas individualmente pela pesquisadora e, após receberem informações sobre a pesquisa, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Elas também foram informadas de que poderiam desistir da participação a qualquer momento.
Antes da distribuição aleatória entre os grupos, as participantes elegíveis foram informadas de que fariam parte de um estudo sobre endometriose, sem receber detalhes sobre o programa ENCP ou saber previamente qual grupo integrariam.
O grupo de intervenção participou de duas sessões presenciais e individuais do programa, com duração aproximada de 60 minutos cada e intervalo de duas semanas. O grupo de controle recebeu os cuidados habituais. As avaliações dos resultados foram realizadas oito semanas após a conclusão da intervenção.
O Programa de Cuidados de Enfermagem na Endometriose foi desenvolvido com base no Modelo de Promoção da Saúde, de Pender, e adaptado às características e experiências individuais das participantes.
Aplicado individualmente, em duas sessões presenciais de aproximadamente 60 minutos, com intervalo de duas semanas, o programa foi conduzido por uma enfermeira pesquisadora especializada em saúde da mulher e capacitada em aconselhamento sobre endometriose e promoção da saúde.
De acordo com a Tabela 1 do estudo, a primeira etapa abordou informações sobre a endometriose, incluindo fatores de risco, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento e complicações, além das experiências anteriores das participantes e dos fatores que influenciavam sua qualidade de vida.
Na etapa seguinte, foram discutidos os benefícios e os obstáculos à adoção de hábitos saudáveis, a confiança das participantes na própria capacidade de realizar mudanças, a importância do apoio de familiares e amigos e a influência do ambiente na manutenção desses comportamentos.
Por fim, o programa contemplou o planejamento de ações para melhorar a qualidade de vida e iniciar ou manter hábitos saudáveis, considerando as necessidades e preferências individuais.
No que diz respeito aos aspectos éticos, o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Clínica da Faculdade de Medicina Cerrahpaşa, em Istambul, e contou com autorização das instituições envolvidas. A pesquisa seguiu os princípios da Declaração de Helsinque, e todas as participantes forneceram consentimento voluntário por escrito. Após a coleta de dados, o programa de cuidados também foi oferecido ao grupo de controle, por razões éticas. O ensaio foi registrado no ClinicalTrials.gov sob o número NCT05402943.
Chegando aos resultados, o desfecho do estudo contou com 46 mulheres que o concluíram, divididas entre os grupos de controle, que receberam cuidados de rotina e o grupo que recebeu o programa ENCP. Os grupos apresentavam características gerais comparáveis no início da pesquisa.
Foram avaliados a qualidade de vida, através do questionário EHP-5 e comportamentos promotores da saúde utilizando o questionário HPLP-II, como já citado anteriormente.
No grupo ENCP, foram observadas melhoras em diferentes dimensões da qualidade de vida, além de apresentar melhora nas seis dimensões avaliadas pelo HPLP-II: responsabilidade com a saúde, atividade física, nutrição, autorrealização, relações interpessoais e manejo do estresse. Por fim, todas as 23 participantes do grupo ENCP relataram satisfação com o programa e afirmaram que seus conhecimentos sobre endometriose haviam aumentado.
Uma informação relevante é de que na comparação entre os grupos após a intervenção, não houve diferença estatisticamente significativa em três dimensões: relacionamento com os filhos, relação com profissionais de saúde e infertilidade.
As informações básicas das participantes, bem como as comparações dos resultados das pontuações entre os grupos estão detalhadas em três tabelas distintas que podem ser consultadas no artigo original: Artigo original (em inglês).
Chegando aos finalmentes, o artigo mostra que o grupo que obteve os cuidados do ENCP apresentou resultados positivos entre as participantes. Os autores consideram que intervenções estruturadas de enfermagem podem ter um papel importante no cuidado multidisciplinar oferecido às mulheres com endometriose.
Os pesquisadores reforçam a importância da conscientização do público geral, bem como dos profissionais de saúde e sugerem que programas de certificação devem ser implementados para melhorar a qualidade dos cuidados. Ainda defendem (e este ponto eu colocaria acima de tudo) que as mulheres sejam ativas nas decisões sobre seu tratamento e cuidado.
O estudo se limitou a um pequeno grupo de amostra, então os resultados não devem ser generalizados e o curto período de acompanhamento também impediu avaliar se os efeitos da intervenção se mantêm a longo prazo.
Hello everyone. After some time without updating here, we're back with a very important article!
This is a clinical study that investigated the effects of a nursing care program on the quality of life of women with endometriosis. Before continuing, please note that defining some terms and acronyms can improve the flow of the text and help with your understanding. They are:
• ENCP: abbreviation for Endometriosis Nursing Care Program;
• EHP-5 (Endometriosis Health Profile): in Portuguese: Endometriosis Health Profile. It is the abbreviated version of the medical questionnaire used to assess the impact of endometriosis on women's quality of life;
• HPLP-II (Health-Promoting Lifestyle Profile II): is an internationally validated questionnaire used to measure a person's degree of adherence to a health-promoting lifestyle.
Note to the reader: This content is for informational and educational purposes only, with no profit motive. The text presents a summary, in accessible language, of a scientific study, indicating the original source.
A study conducted by Ayse Gul Bursa and Nevin Sahin, published in 2026 in the scientific journal Scientific Reports, evaluated the effects of a nursing care program on the quality of life and healthy lifestyle behaviors in women with endometriosis.
The study was conducted to determine the effect of the ENCP (Endometriosis Care Program), developed according to the Health Promotion Model for women with endometriosis, on the quality of life and healthy lifestyle behaviors of women.
It was a prospective, randomized, single-center, controlled, limited clinical trial with 46 women who answered the Endometriosis Health Profile questionnaire and obtained scores greater than or equal to 22. Participants were randomly assigned to two groups: an intervention group and a control group. The first received ENCP care and the other received routine care.
To analyze the data, a significant statistic of p<0.05 was defined, where the value of ‘p’ assesses the probability that the results found occurred by pure chance. The group that benefited from the ENCP obtained a p-value<0.001 after the intervention and positive results in both study outcomes. The first, measured by the EHP-5, showed an average score of 61.8 points and a standard deviation of 11.4 at the beginning of the study, and after the intervention, the group average dropped to 32.1 points. Considering that the EHP-5 is used to assess the impact of endometriosis on patients' quality of life, higher scores indicated a worse quality of life. Therefore, the excerpt shows that the care intervention demonstrates a significant improvement in the quality of life classification in the group that received the program, as it significantly increases the average symptom score (from 61.8 to 32.1), which represents a significant improvement in the quality of life of the patients studied.
In the control group, which received routine care, no statistically significant changes were observed in these results.
The results suggest that structured nursing interventions can play an important role in comprehensive endometriosis care.
The study was developed as a randomized, single-center, prospective controlled clinical trial, in accordance with the CONSORT (Consolidated Standards of Reporting Trials) guidelines.
The study was conducted at an Endometriosis Outpatient Clinic of a teaching and research hospital in Turkey between May 2021 and May 2022.
Eligible participants were women aged 20 to 45 years, classified as having endometriosis and scoring 22 or higher on the EHP-5 questionnaire (indicating impaired quality of life according to the study's criteria).
Initially, 52 women were recruited. During the study, six were removed from the final analysis: four became pregnant and two moved to another city. Thus, the results were analyzed based on 46 participants, divided equally between two groups: 23 received the Endometriosis Nursing Care Program (ENCP), while another 23 formed the control group, which received routine care.
Exclusion criteria included communication difficulties and a diagnosis of psychiatric illness.
The ENCP program was developed based on the Health Promotion Model and applied individually, in two face-to-face sessions of approximately 60 minutes each, with a two-week interval. The sessions were conducted by a nurse researcher with training in women's health care, endometriosis counseling, and health promotion. The control group received routine care.
To collect the data, the researchers used four instruments: three questionnaires and a feedback form. The first was a demographic questionnaire developed based on the literature and contained 50 questions, distributed in six sections. It gathered sociodemographic information and data on general, obstetric, menstrual, endometriosis, sexual, and infertility medical history.
Quality of life was assessed using the EHP-5, a questionnaire specifically designed to measure the impact of endometriosis in this area, analyzing key aspects such as pain, impotence, emotional well-being, among others. It also includes specific areas related to work, relationships with children, sex life, healthcare professionals, treatment, and infertility. It uses a scoring scale ranging from 0 to 4, with higher values indicating poorer quality of life.
Behaviors related to health promotion were assessed using the HPLP-II, an instrument with 52 items covering six dimensions: responsibility for health, physical activity, nutrition, self-realization, interpersonal relationships, and stress management. Their scores range from 52 to 208, with higher scores indicating a greater presence of these behaviors.
Finally, the feedback form developed by the researchers, consisting of 16 questions, was designed to assess participants' satisfaction with the ENCP program, the implementation of recommended practices, and suggestions for improvement.
The women seen at the Endometriosis Clinic were approached individually by the researcher and, after receiving information about the research, signed the informed consent form. They were also informed that they could withdraw from participation at any time.
Before random assignment to the groups, eligible participants were informed that they would be part of a study on endometriosis, without receiving details about the ENCP program or knowing in advance which group they would be in.
The intervention group participated in two face-to-face, individual sessions of the program, lasting approximately 60 minutes each, with a two-week interval. The control group received the usual care. Outcome assessments were conducted eight weeks after the intervention was completed.
The Nursing Care Program for Endometriosis was developed based on Pender's Health Promotion Model and adapted to the individual characteristics and experiences of the participants.
Applied individually, in two face-to-face sessions of approximately 60 minutes, with a two-week interval, the program was conducted by a research nurse specializing in women's health and trained in endometriosis counseling and health promotion.
According to Table 1 of the study, the first stage addressed information about endometriosis, including risk factors, signs and symptoms, diagnosis, treatment and complications, as well as the participants' previous experiences and the factors that influenced their quality of life.
In the next stage, the benefits and obstacles to adopting healthy habits, the participants' confidence in their own ability to make changes, the importance of support from family and friends, and the influence of the environment on maintaining these behaviors were discussed.
Finally, the program included the planning of actions to improve quality of life and initiate or maintain healthy habits, considering individual needs and preferences.
Regarding ethical aspects, the study was approved by the Clinical Research Ethics Committee of Cerrahpaşa Medical School in Istanbul and had authorization from the institutions involved. The research followed the principles of the Declaration of Helsinki, and all participants provided voluntary written consent. After data collection, the care program was also offered to the control group for ethical reasons. The trial was registered on ClinicalTrials.gov under number NCT05402943.
Regarding the results, the study outcome included 46 women who completed it, divided between the control group, which received routine care, and the group that received the ENCP program. The groups had comparable general characteristics at the beginning of the research.
Quality of life was assessed using the EHP-5 questionnaire, and health-promoting behaviors were assessed using the HPLP-II questionnaire, as previously mentioned.
In the ENCP group, improvements were observed in different dimensions of quality of life, in addition to improvements in the six dimensions assessed by the HPLP-II: responsibility for health, physical activity, nutrition, self-realization, interpersonal relationships, and stress management. Finally, all 23 participants in the ENCP group reported satisfaction with the program and stated that their knowledge about endometriosis had increased.
Relevant information is that in the comparison between the groups after the intervention, there was no statistically significant difference in three dimensions: relationship with children, relationship with health professionals, and infertility.
The basic information of the participants, as well as the comparisons of the score results between the groups, are detailed in three separate tables that can be consulted in the original article.
Finally, the article shows that the group that received care from ENCP presented positive results among the participants. The authors consider that structured nursing interventions can play an important role in the multidisciplinary care offered to women with endometriosis.
The researchers reinforce the importance of raising awareness among the general public, as well as healthcare professionals, and suggest that certification programs should be implemented to improve the quality of care. They also advocate (and this point I would place above all) that women be active in decisions about their treatment and care.
The study was limited to a small sample group, so the results should not be generalized, and the short follow-up period also prevented assessing whether the effects of the intervention are maintained in the long term.
REFERÊNCIA:
BURSA, Ayse Gul; SAHIN, Nevin. Effect of nursing care program on healthy lifestyle behaviours and quality of life in women with endometriosis: a randomised controlled trial. Scientific Reports, 2026.
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DOI permanente:
https://doi.org/10.1038/s41598-026-73552-1
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